Petrobras aprova venda de participação remanescente na BR Distribuidora

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O conselho de administração da Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4) aprovou a venda, por meio de uma oferta de ações, do restante de sua participação de 37,5% na BR Distribuidora (BOV:BRDT3).

A informação consta em fato relevante enviado ao mercado após o pregão desta quarta-feira (26)

“O momento de lançamento da oferta será definido posteriormente, e está sujeito, entre outros, às condições de mercado, à aprovação dos órgãos internos da Petrobras, notadamente quanto ao preço, e à análise da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e demais órgãos reguladores e autorreguladores, nos termos da legislação aplicável”, afirmou a estatal.

De acordo com a empresa, o momento de lançamento da oferta será definido posteriormente, e está sujeito às condições de mercado.

As vendas fazem parte do programa de desinvestimento da Petrobras, que pretende vender até US$ 30 bilhões em ativos até 2024, visando reduzir sua dívida.

Os planos foram desacelerados recentemente por causa das turbulências no mercado relacionadas à pandemia de coronavírus, o que levou a empresa a revisar suas projeções para dívida bruta ao final de 2020 para o mesmo patamar de fechamento de 2019.

A BR opera 7.700 postos de combustíveis em todo o país, segundo informações de seu website.

BR Distribuidora decidiu pagar de maneira adiantada R$ 601,6 milhões de juros sobre capital próprio e uma parcela dos dividendos – que compõem o dividendo mínimo obrigatório referente ao exercício de 2019.

A título de juros sobre capital próprio será pago o montante de R$ 540,3 milhões ou R$ 0,46379246209 por ação, com base na posição acionária de 04 de dezembro de 2019, disse a empresa.

Visão do mercado

De acordo com a Ágora Investimentos, o melhor momento para a operação acontecer seria após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre do ano.

“A BR Distribuidora deve reportar resultados menos poluídos pela covid-19, o que pode ser positivo para o preço das ações”, avaliam os analistas Vicente Falanga e Ricardo França.

Para Falanga e França, uma oferta de ações será positiva para a empresa de distribuição de combustíveis em termos de governança.

 

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