Quero-Quero (LJQQ3) precifica o IPO a R$ 12,65 por ação

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Lojas Quero-Quero vai realizar sua Oferta Pública Inicial (IPO) no dia 10 de agosto. A empresa gaúcha do setor de varejo de construção pediu o registro para a abertura de capital no dia 17 de junho. Após a operação, as ações da empresa serão listadas no segmento Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) com o código (BOV:LJQQ3).

A rede de varejo de material de construção e artigos para o lar Quero-Quero precificou sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) a R$ 12,65 cada, no centro da faixa indicativa de R$ 11,30 a R$ 14 por ação, segundo informações publicadas no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira.

Na oferta secundária foram vendidas 154.300.318 ações, movimentando R$ 1,95 bilhão. A gestora norte-americana de fundos de private equity Advent International é vendedora.

Na oferta primária – cujos recursos vão para o caixa da empresa – foram vendidas 22.123.894 ações, com volume financeiro de R$ 280 milhões. Com isso, a operação movimentou pouco mais de R $2,2 bilhões.

No prospecto preliminar da oferta, a Quero-Quero afirmou que usaria os recursos da oferta primária para abrir e reformar lojas, investir em centros de distribuição e reforçar o capital de giro.

A Lojas Quero-Quero tinha pedido pela primeira vez o registro para realizar o IPO no começo de março. Entretanto, foi forçado a suspender os planos em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), retomando o pedido somente no segundo semestre.

A empresa é controlada pelo fundo de private equity Advent International Corp desde 2008. E será o próprio controlador que vai vender integralmente sua fatia de 88% da empresa no IPO, que será basicamente secundário. Por outro lado, os recursos da oferta primária serão usado em novos centros de distribuição e na expansão das operações.

Conheça as Lojas Quero-Quero

A Lojas Quero-Quero é a maior varejista especializada em materiais de construção do Brasil em número de lojas, com 346 estabelecimentos, e a segunda maior em área de vendas. Sua atuação está direcionada para pequenas e médias cidades, cujo mercado representa 49,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Além de produtos de materiais de construção, a empresa vende também eletrodomésticos e móveis, atuando no segmento dos serviços financeiros, com mais de três milhões de cartões de crédito emitidos com a própria bandeira VerdeCard.

receita líquida da Lojas Quero-Quero em 2019 foi de R$ 1,344 bilhões, registrando um crescimento em relação a 2018, quando esse valor tinha sido de R$ 1,180 bilhões.  O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) em 2019 foi de R$ 162.460.000, quase o dobro do ano anterior, quando tinha sido de R$ 88.453.000. A Margem EBITDA ajustada foi de 9,3% no ano passado e de 8,3% em 2018.

Fundada em 1967 na cidade de Santo Cristo, no interior do estado do Rio Grande do Sul, como uma pequena empresa de comércio e representações, a empresa cresceu em mais de meio século de atividade. Atualmente, o CEO das Lojas Quero-Quero é Peter Furukawa.

Fonte Suno Research

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