Randon (RAPT) 2T20: Lucro líquido de R$ 55,2 milhões

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A Randon encerrou o segundo trimestre com um lucro líquido de R$ 55,2 milhões, uma redução de 34,6% em relação aos R$ 84,5 milhões apurados no mesmo intervalo de 2019, com o desempenho prejudicado pela pandemia de covid-19.

Os resultados da Randon (BOV:RAPT3) (BOV:RAPT4) referente a suas operações do segundo trimestre de 2020, foram divulgados no dia 13/08/2020.
Ebtida – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – caiu 24%, para R$ 154 milhões, com a margem subindo de 15,6% para 16,5%.
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A receita líquida da companhia caiu 28,3%, para R$ 932,991 milhões, com a pandemia reduzindo as vendas e a produção. Na divisão montadora, a queda de receitas foi de 20,6%, a R$ 465,8 milhões. Na divisão autopeças, a redução da receita líquida foi de 36,9%, para R$ 420,7 milhões. A empresa informou ainda que as vendas para o mercado externo, a partir do Brasil, apresentaram queda de 58%.

As despesas operacionais somaram R$ 91 milhões, redução de 49,7%. No período, a linha “outras receitas operacionais” somou um montante de R$ 114,5 milhões, crescimento de 11 vezes ante o registrado no ano passado, como a contabilização do ganho de processos tributários, como valores de créditos de PIS e Cofins calculados sobre a base de ICMS.

“Ainda que os números do segundo trimestre tenham sido aquém do planejado para o ano, foram melhores do que se esperava quando do início da pandemia”, diz trecho do relatório da empresa.

A Randon “buscou apoiar seu principal cliente, o caminhoneiro, neste momento em que ele teve a nobre missão de movimentar cargas tão importantes para a população como remédios, alimentos e demais insumos essenciais”.

O custo dos produtos vendidos (CPV) representou 78,5% da receita líquida consolidada ou R$ 732,2 milhões. No mesmo período de 2019, o CPV somava R$ 954,9 milhões e representava 73,3% da receita líquida consolidada.

Segundo a empresa, com a queda dos volumes vendidos do 2T20, houve a redução da absorção dos custos fixos no período, acarretando no aumento do CPV sobre a receita líquida.

“Medidas como redução e suspensão de jornada foram adotadas no intuito de diminuir os impactos da queda das vendas nos resultados”, diz o relatório.

“O reajuste dos preços de matéria prima, de maneira consolidada foram inferiores à inflação do período”, segue. Porém, o câmbio elevado contribuiu para o aumento deste indicador, lembra a Randon.

O endividamento financeiro líquido consolidado – a dívida bruta menos disponibilidades – foi de R$ 1,2 bilhão no encerramento do 1S20.

Tal resultado equivale a 1,88 vezes o EBITDA dos últimos 12 meses.

Ao final de junho de 2019 este endividamento era de R$ 1,2 bilhão e representava múltiplo de 1,90 vezes o EBITDA dos últimos 12 meses. Ou seja, nessa leitura, houve um recuo.

“Cabe salientar que parte do endividamento líquido consolidado da companhia, R$ 325,1 milhões, se refere à atividade financeira do Banco Randon”, lembra a empresa.

“Com a exclusão do valor relativo a esta atividade, o endividamento líquido consolidado é de R$ 829,6 milhões e múltiplo de 1,37 vezes o EBITDA dos últimos doze meses”, diz.

Vale lembrar ainda que no 2T20, foram realizadas captações na ordem de R$ 495,7 milhões.

As mais expressivas foram a 3ª emissão de debêntures da controlada Fras-le (FRAS3), no montante de R$ 210,0 milhões, que objetiva o pagamento de parte do valor de aquisição da Nakata Automotiva, e R$ 190,0 milhões da Randon, utilizados para reforço de caixa e rolagem de dívida.

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