Rumo define preço de R$ 21,75 por ação em follow-on e levanta R$ 6,4 bilhões

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Rumo (BOV:RAIL3) definiu preço de R$ 21,75 por ação em sua oferta subsequente (follow-on), levantando um total de R$ 6,4 bilhões na operação, que envolve 294,2 milhões de ações. A maior operadora ferroviária do País usará o dinheiro para acelerar o investimento em novos projetos e pré pagar concessões.

As ações emitidas na oferta passarão a ser negociadas na B3 na quarta-feira (26), com a liquidação física e financeira dos papéis programada para o dia seguinte.

O preço fixado representa um desconto de 2,9% em relação à cotação de fechamento de hoje, de R$ 22,41, e houve alocação parcial do lote adicional, disse uma fonte.

Os coordenadores da oferta foram Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, JP Morgan, Banco do Brasil, Safra, Credit Suisse, Goldman Sachs, XP, Citi e Morgan Stanley.

Em razão do aumento de capital resultante da oferta, o novo capital social da companhia passará a ser de R$16,0 bilhões, dividido em 1,85 bilhão de ações ordinárias.

Os recursos vão para o caixa da empresa. A Rumo pretende usar os recursos para pré pagar a concessão da Malha Paulista — já aprovada pela ANTT — bem como pré pagar a concessão da Ferrovia Norte-Sul. O pré pagamento de ambas as concessões gera uma economia anual de R$ 700 milhões para a empresa.

Lucro líquido no 2T20

Mesmo durante o auge da pandemia, a Rumo, operadora de ferrovias do grupo Cosan, registrou lucro líquido de R$ 405 milhões no 2T20, abaixo do consenso de R$ 477 milhões. O Conselho da empresa aprovou oferta pública de 235 mil ações ordinárias.

Visão do mercado

BTG Pactual

Após o anúncio do follow-on de R$ 6,4 bilhões, o BTG Pactual aproveitou a oportunidade para revisar os números para refletirem a oferta de follow-on, o pré-pagamento das taxas de concessão da Malha Paulista e Central e os resultados e volumes recentes.

“Estamos ajustando nossas premissas de yield e volume para refletir a última divulgação de resultados e expectativas futuras. Após os impactos nas tarifas no 2T, principalmente na Operação Norte, devido aos menores preços dos combustíveis e à negociação de contratos take-or-pay em meio a um cenário de mercado desfavorável, principalmente em março, esperamos que os yields nos próximos trimestres se recuperem t/t, uma vez que esses fatores terão um impacto mais suave nas operações da Rumo (embora ainda caindo a/a). No longo prazo, estamos reduzindo nossas estimativas de yield na Operação Norte, pois esperamos que seja afetado pela entrada de novos players e a pavimentação da BR-163 (novo crescimento de yield de longo prazo por ano de 1,3%, ante 1,4% anteriormente). Em termos de volumes, estamos mantendo nossas premissas de curto prazo intactas e reduzindo nossas premissas de longo prazo (novo crescimento de longo prazo de 1,8% vindo de 1,9% antes). Também cortamos nosso capex de longo prazo para 7% da receita líquida (de 11% antes), ainda muito conservador. Por fim, cortamos nossa premissa de custo da dívida em 50 bps, o que reduz nosso WACC em 10 bps” segundo o relatório.

Com tudo incluído, o banco BTG Pactual mantém recomendação de compra e eleva o preço-alvo para R$ 28,00. Se contabilizar o projeto Lucas do Rio Verde nesses números o preço-alvo sobre para R$ 31,00.

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