Rumo (RAIL3) 2T20: Lucro líquido de R$ 405 milhões

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Mesmo durante o auge da pandemia, a Rumo, operadora de ferrovias do grupo Cosan, registrou lucro líquido de R$ 405 milhões no 2T20, abaixo do consenso de R$ 477 milhões. O Conselho da empresa aprovou oferta pública de 235 mil ações ordinárias

Os resultados da Rumo (BOV:RAIL3) referente a suas operações do segundo trimestre de 2020, foram divulgados no dia 13/08/2020.
Ebtida – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – teve um avanço de 31,5% no período, chegando a R$ 1,216 bilhão. O Ebitda ajustado — que desconsidera os efeitos da Malha Central, os impactos associados ao processo de renovação da Malha Paulista e a provisão para a deterioração da Malha Central — ficou em R$ 982 milhões, um avanço de 6,3%.
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A receita teve alta de 5,7% no segundo trimestre, chegando a R$ 1,1216 bilhão. O volume de carga transportada pela companhia teve um salto de 13,9% no período, chegando a 16,4 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil).
O resultado positivo em plena crise foi alavancado pela alta das exportações do país no período. O volume de grãos movimentado cresceu 18,3%, enquanto o desempenho do açúcar teve aumento de 30,6%. O efeito negativo ficou por conta dos produtos industriais e dos contêineres, que tiveram quedas de 14,3% e 4,2%, respectivamente.

Os investimentos da Rumo no segundo trimestre tiveram um aumento grande, impulsionados pelas obras na Malha Central (operação da Ferrovia Norte-Sul). O Capex (despesas em aquisição de bens de capital) cresceu 64,6% no período, chegando a R$ 722 milhões. Desse montante, R$ 163 milhões se referem às obras na ferrovia Norte-Sul.

Outro destaque foi a conclusão do Terminal de Rondonópolis, em junho, o que permitirá um aumento de cerca de 50% da capacidade. Ao todo, foram construídos três armazéns, quatro novas moegas rodoviárias, que deverão aumentar a eficiência para caminhoneiros, e uma terceira tulha ferroviária, que permitirá o carregamento de três trens simultaneamente.

Empresa pretende levantar R$ 7 bilhões em oferta de ações
Conselho de administração da Rumo aprovou oferta de até 317,25 milhões de ações, que espera precificar em 24 de agosto.

A operação prevê distribuição primária de, inicialmente, 235.000.000 ações ordinárias, que poderá ser acrescida em 35% para atender eventual excesso de demanda.

Considerando o preço de fechamento da ação na quinta-feira, de 22,02 reais, a oferta pode movimentar R$ 6,99 bilhões.

A companhia de logística planeja usar os recursos para pré-pagamento de concessão e investimentos na Malha Paulista.

Bradesco, BTG Pactual, Banco do Brasil Citi, JPMorgan & Chase, Safra, Credit Suisse, Goldman Sachs, Morgan Stanley e XP serão os coordenadores da oferta.

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