Confira os Indicadores Econômicos desta terça-feira (15/09/2020)

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BRASIL

Nesta terça-feira, o Ministério da Economia manteve sua projeção de queda para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 de 4,7%, destacando “forte retomada” da atividade no atual trimestre, apesar da expressiva contração verificada entre abril e junho, ao mesmo tempo em que ajustou para cima suas contas para a inflação.

A perspectiva para o PIB seguiu inalterada apesar de o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, ter pontuado recentemente que ela seria revisada neste mês após a percepção de que o maior impacto por conta da crise de coronavírus já teria ficado para trás.

A SPE vê um crescimento do PIB de 7,3% no terceiro trimestre sobre os três meses anteriores, com queda de 4,9% ante igual período do ano passado.

Para a inflação medida pelo IPCA, a perspectiva agora é de alta de 1,83% em 2020, acima da expectativa anterior de 1,60%.

A prévia extraordinária das Sondagens da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), com dados coletados até o dia 14 deste mês, sinaliza avanço da confiança empresarial e dos consumidores em setembro. Em relação ao número final de agosto, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) aumentaria 0,8 ponto, para 95,3 pontos, enquanto o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) cresceria 2,1 pontos, para 82,3 pontos.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

Neste mês, com exceção do Comércio, que cairia 1,2 pontos, os setores da economia apresentariam resultado positivo. O maior destaque é a variação de 7,1 pontos da Indústria de Transformação, que recuperaria totalmente as perdas do bimestre março-abril e apresentaria o maior nível do Índice de Confiança da Indústria (ICI) desde fevereiro de 2013 (105,8 pontos). Apesar do avanço de 2,6 pontos, a construção ainda estaria 2,4 pontos abaixo de fevereiro, mas teria recuperado mais de 91% das perdas em março e abril. Já o setor de Serviços continua com ritmo de crescimento lento, com recuperação de apenas 79%.

As vendas no varejo nacional durante a Semana do Brasil caíram 8,3% em comparação com período equivalente em 2019, mostrou nesta segunda-feira o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), que monitora 1,5 milhão de varejistas credenciados à empresa de meios de pagamentos.

De 4 a 13 de setembro, as vendas no comércio eletrônico cresceram 10,3% frente ao intervalo de 6 a 15 de setembro de 2019. Excluindo turismo e transporte, fortemente afetados pela pandemia de Covid-19, houve expansão de 91,1%. As vendas no varejo físico, por sua vez, registraram queda de 10,3%.

ESTADOS UNIDOS

A produção manufatureira subiu 1,0% no mês passado, depois de avançar 3,9% em julho. O Fed destacou que “os ganhos para a maior parte das indústrias de manufatura têm desacelerado gradualmente desde junho”. A produção permanece 6,7% abaixo do nível de fevereiro.

Economistas projetavam alta da produção manufatureira de 1,2% em agosto.

No mês passado, a produção de bens duráveis aumentou 0,7%. A fabricação de veículos, no entanto, caiu 3,7%, após disparar 31,7% em julho.

Relatório separado nesta terça-feira do Departamento do Trabalho mostrou que os preços de importados avançou 0,9% no mês passado, com altas generalizadas entre os produtos. Os dados de julho foram revisados para mostrar para alta de 2,1%, em vez de acréscimo de 0,7% informado anteriormente.

Economistas previam que os preços de importados, que excluem tarifas, aumentariam 0,5% em agosto. Nos 12 meses até agosto, os preços caíram 1,4%, após queda de 2,8% em julho.

O Federal Reserve anunciou sua nova estratégia de política monetária.

A nova previsão média, que mantém o Fed em espera até fevereiro de 2023, é seis meses depois da pesquisa de julho e vem em meio a visões mais otimistas sobre a recuperação econômica e previsões de inflação mais altas. De acordo com a estratégia anterior, em que o Fed visava uma meta simétrica de 2%, essas condições poderiam ter antecipado a perspectiva de aumento das taxas.

A grande maioria dos entrevistados, acredita que o Fed vai segurar firme se a inflação ultrapassar sua meta de 2%. Quarenta e oito por cento disseram que o Fed toleraria uma inflação acima da meta por seis meses a um ano, sem aumento, e 41% acreditam que o Fed toleraria uma inflação mais alta por um ano ou mais.

“O baixo desemprego foi descartado como um impulsionador da inflação, mas não sabemos quais culpados devemos observar agora… nem por quanto tempo nem por quanto de um overshoot será tolerado”, disse Lynn Reaser, economista-chefe da Point Loma Nazarene University.

Os economistas aumentaram suas perspectivas para a economia. Pouco mais da metade acredita que a atual recessão acabou e, em média, terminou em maio. Dos 47% que acreditam que não acabou, preveem que, em média, acabará em abril.

As projeções melhoraram em geral, com o PIB agora caindo 2,6% neste ano, acima da queda de 4,5% esperada em julho. As perspectivas para a taxa de desemprego também melhoraram vários pontos e os analistas estimam que o Índice de Preços ao Consumidor feche o ano em 1,4%, mais de um ponto percentual acima da pesquisa de julho.

“A economia se recuperou muito mais cedo e mais rápido do que se esperava na primavera”, disse Stephen Stanley, economista-chefe da Amherst Pierpont Securities. “O crescimento real do PIB, a inflação e o desemprego estão bem à frente do cronograma.”

EUROPA

Na Alemanha, o sentimento dos investidores melhorou inesperadamente em setembro, disse o instituto de pesquisa econômica ZEW nesta terça-feira, sinalizando confiança na recuperação da crise do coronavírus apesar das negociações empacadas do Brexit e de novas infecções.

A pesquisa sobre o sentimento econômico dos investidores subiu para 77,4 de 71,5 pontos no mês anterior, frustrando a estimativa de pesquisa Reuters de queda para 69,8.

“O Indicador ZEW subiu novamente, sinalizando que os especialistas continuam esperando uma recuperação notável da economia alemã”, disse o presidente do ZEW, Achim Wambach.

A confiança na economia da zona do euro melhorou visivelmente em setembro, embora em menor grau em relação aos números da Alemanha, informou nesta terça-feira o instituto de pesquisa econômica Zew.

O sentimento dos especialistas do mercado financeiro em relação ao desenvolvimento econômico da zona do euro aumentou para 73,9 pontos em setembro, de 64,0 em agosto. O indicador para a atual situação econômica na zona do euro subiu para -80,9 pontos, de -89,8 em agosto, segundo o Zew.

A economia do Reino Unido cresceu 6,6% em julho – o terceiro aumento mensal consecutivo, de acordo com dados do Office for National Statistics divulgados na semana passada. No entanto, o órgão público alertou que o Reino Unido “ainda recuperou apenas um pouco mais da metade da produção perdida causada pelo coronavírus”.

A taxa de desemprego aumentou para 4,1% nos três meses até julho – 0,3 pontos percentuais acima da taxa observada há um ano, segundo dados divulgados terça-feira.

“A maior moeda, mercado de ações e economia com pior desempenho do mundo estão localizados na Grã-Bretanha desde que Boris Johnson foi reeleito em dezembro passado”, disse Anatole Kaletsky, fundador e co-presidente da Gavekal Research, em uma nota na segunda-feira.

O golpe para o Reino Unido por não conseguir chegar a um acordo comercial com a União Europeia seria mais caro do que lidar com o coronavírus, advertiram os economistas do Goldman Sachs.

Na verdade, o banco de investimento disse que as consequências de um resultado sem acordo provavelmente seriam “duas a três vezes maiores” do que “a pior pandemia testemunhada na história do pós-guerra”.

“Estamos céticos quanto ao argumento de que a escala total da queda econômica da Covid-19 irá obscurecer o impacto econômico de um colapso nas negociações do Brexit”, disseram eles em uma nota de pesquisa na segunda-feira.

A UE e o Reino Unido disseram que continuam em contato próximo e que seus planos de ter outra rodada de negociações comerciais no final do mês ainda estão em discussão.

No entanto, a UE deixou claro que não pode assinar novos acordos comerciais se o Reino Unido violar compromissos anteriores já legislados.

Os dois lados se deram até outubro para fechar um acordo que poderá ser ratificado antes do final do ano, mas os analistas estão cada vez mais céticos de que isso vai acontecer.

ÁSIA

O banco central do Japão deve enfatizar sua prontidão para ajudar o governo a proteger os empregos nesta semana, em um aceno à resolução de Yoshihide Suga, que deve se tornar o novo primeiro-ministro, de fazer o que for necessário para amortecer o golpe econômico da pandemia.

Um novo foco em empregos, longe da inflação ao consumidor, pode ser mais importante agora, já que algumas das principais políticas de Suga, como uma campanha de descontos para promover o turismo doméstico e pedidos para reduzir as tarifas dos celulares, estão pressionando os preços, dizem analistas.

A produção industrial da China acelerou no ritmo mais forte em oito meses em agosto, enquanto as vendas varejistas cresceram pela primeira vez neste ano, sugerindo que a recuperação econômica está ganhando ritmo conforme a demanda começa a melhorar da crise do coronavírus.

O crescimento da produção industrial acelerou a 5,6% em agosto sobre o ano anterior, ritmo mais forte em oito meses, mostraram dados da Agência Nacional de Estatísticas nesta terça-feira.

Analistas esperavam aumento de 5,1% ante alta de 4,8% em julho.

O banco central chinês continuará a impulsionar a reforma de sua principal Taxa Primária de Empréstimos (LPR, na sigla em inglês) e a alinhar as taxas de depósito aos níveis do mercado, disse o Banco do Povo da China nesta terça-feira.

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