Mercados lutam contra o aumento dos casos de Covid

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ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam sem direção nesta quarta-feira, conforme as infecções por coronavírus continuam aumentando nos Estados Unidos, enquanto os preços do petróleo caíram.

A incerteza em torno das próximas eleições nos Estados Unidos também deixou os investidores regionais hesitantes em fazer grandes movimentações.

Na China continental, o Xangai Composite subiu 0,46%, enquanto o Shenzhen Component avançou 0,89%.

Enquanto isso, o índice Hang Seng de Hong Kong caiu 0,32%.

No Japão, o Nikkei caiu 0,29%, enquanto o índice Topix encerrou o dia de negociação 0,31% menor.

O Kospi da Coreia do Sul fechou em alta de 0,62%.

Na Austrália, o S & P / ASX 200 subiu 0,11%. Entre as mineradoras, BHP caiu 0,3%, Rio Tinto recuou 0,6%, enquanto Fortescue Metals sustentou a alta e fechou 1,6% maior. As produtoras de petróleo caíram após recuo nos preços dos futuros do petróleo. Santos caiu 1,9% e Woodside Petroleum fechou em baixa de 1,4%.

O índice MSCI para Ásia-Pacífico exceto Japão caiu 0,07%.

EUROPA: Os mercados europeus caem acentuadamente na manhã desta quarta-feira, à medida que a rápida disseminação do coronavírus continua em todo o continente, assim como a incerteza eleitoral nos EUA aumentam o sentimento de aversão ao risco.

As bolsas europeias recuam pela terceira sessão consecutiva. O índice Stoxx Europe 600 cai 2,72% e atinge o menor nível desde junho, após fechar quase 1% menor na terça-feira.

O alemão DAX 30 lidera as perdas regionais caindo 3,26%. O francês CAC 40 cai 2,89%, o IBEX 35 da Espanha e o FTSE MIB da Itália recuam 1,59% e 1,85%, respectivamente.

Em Londres, o FTSE 100 opera em baixa de 1,67%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American cai 2,1%, BHP recua 1,9%, Rio Tinto perde 1,8%, enquanto a produtora de cobre Antofagasta sobe 0,5%. Entre as produtoras de petróleo, as gigantes BP e Royal Dutch Shell amargam baixas de 2,4% e 2,8%, respectivamente.

Novos casos de Covid-19, hospitalizações e mortes continuaram a aumentar na Europa e nos EUA nos últimos dias, levando a novas medidas de restrição em muitos países.

O presidente francês Emmanuel Macron pode anunciar novas restrições em um discurso televisionado nesta quarta-feira, relatou o The Wall Street Journal. A França emergiu como uma das nações mais afetadas da Europa, à medida que uma segunda onda do vírus se espalha pelo continente.

A chanceler alemã, Angela Merkel, também pode anunciar novas restrições na quarta-feira, à medida que os casos aumentam em seu país, informou o tabloide BILD.

Os governos estão lutando com novas medidas para conter a pandemia que gerou protestos em lugares como a Itália, onde o governo está preparando um pacote de ajuda para as empresas afetadas pelos novos movimentos de contenção.

A China continental também relatou seu maior número de novos casos diários por mais de dois meses na quarta-feira.

O Banco Central Europeu se reúne na quinta-feira, mas os economistas não esperam nenhum movimento de estímulo até a reunião de dezembro.

Os bancos lideraram as baixas na Europa, com ações do Deutsche Bank caindo 3,04% apesar do banco alemão divulgar resultados que superaram as previsões, impulsionados por um forte desempenho de seu banco de investimento.

Na frente da vacina, a Pfizer disse nesta terça-feira que os dados dos teste em estágio final de sua vacina desenvolvida junto com a BioNTech da Alemanha provavelmente não estarão disponíveis antes da eleição de 3 de novembro nos EUA, enquanto autoridades da UE disseram que as vacinas provavelmente não estarão disponíveis em toda a Europa antes de 2022, segundo a Reuters.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA caem acentuadamente na manhã de quarta-feira, após uma sessão mista em Wall Street onde os investidores avaliaram o recente aumento nas infecções por coronavírus.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu na terça-feira que não haverá projeto de lei de alívio do coronavírus antes das eleições, com a Casa Branca e os democratas do Congresso ainda envolvidos em negociações.

Mas mesmo que um acordo seja alcançado, ele poderia sofrer resistência dos republicanos que controlam o Senado e é improvável que a câmara superior vote antes de 9 de novembro.

O Dow caiu mais de 200 pontos, ou 0,80% durante as negociações regulares e o S&P 500 caiu 0,30%. Já o Nasdaq Composite avançou 0,64%. O movimento divergente ocorreu quando nomes que se beneficiariam com as pessoas ficando em casa, como a Amazon e Zoom Video subiram, enquanto as ações dependentes da reabertura da economia caíram.

Os casos diários de coronavírus nos EUA aumentaram em uma média recorde de 69.967 na semana passada, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins. Enquanto isso, as hospitalizações relacionadas ao coronavírus aumentaram 5% ou mais em 36 estados, de acordo com dados do Covid Tracking Project.

O estado de Illinois ordenou que Chicago fechasse os restaurantes.

A cautela de Wall Street também é evidente em como está reagindo à temporada de resultados. Durante as primeiras duas semanas, a maioria das empresas que relatou números melhores do que o esperado não obteve a confirmação dos preços de suas ações no dia seguinte.

Ontem, a Microsoft relatou ganhos e receitas melhores do que o esperado no trimestre anterior, uma vez que as vendas de seus negócios em nuvem cresceram acentuadamente, mas suas perspectivas foram decepcionantes. Suas ações caíram 0,3%

A First Solar também divulgou números trimestrais que superaram as expectativas dos analistas, fazendo com que suas ações subissem cerca de 10% após o sino de fechamento. Boeing, General Electric, UPS e Fiat Chrysler estão entre as empresas que devem relatar seus números antes do sino de abertura.

Na agenda econômica, às 9h30 sairá os números da balança comercial, enquanto às 11h30 será divulgado os estoques semanais de petróleo dos EUA.

ÍNDICES FUTUROS – 7h30:
Dow: -1,57%
SP500: -1,28%
NASDAQ: -1,05%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.

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