Natura conclui oferta pública correspondente a US$ 1 bilhão

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A Natura (BOV:NTCO3) informou nesta quarta, que concluiu com ‘sucesso’ sua oferta pública para distribuição primária do número total de 121.400.000 ações ordinárias, ao preço por ação de R$ 46,25 perfazendo o montante total R$ 5.614.750.000,00 (correspondente a aproximadamente US$1 bilhão).

“Essa transação incrementa a base acionária internacional da companhia, com forte apoio dos nossos atuais acionistas assim como de novos investidores”, afirmou a Natura.

A companhia destacou que oferta também aumenta a liquidez das ADSs, permite que o Grupo otimize sua estrutura de capital por meio da desalavancagem e possibilita investimentos estratégicos que aceleram o crescimento nos próximos três anos, principalmente pelos seguintes pilares: integração e recuperação da Avon; digitalização dos negócios; oportunidades de expansão geográfica e a Agenda 2030 – Compromisso com a Vida.

O presidente-executivo do conselho de administração e principal executivo do Grupo, Roberto Marques, afirmou: “estamos muito satisfeitos por termos concluído com sucesso este aumento de capital, que acreditamos atestar a força e atratividade da Natura &Co e a relevância de sua estratégia. Nossa oferta de ações foi a maior transação registrada na SEC por uma empresa de bens de consumo neste ano, e a maior já realizada no setor de consumo na América Latina. O aumento de capital nos permitirá aproveitar a forte ritmo de nossos negócios e acelerar nosso crescimento, avançando em nossas prioridades estratégicas e, ao mesmo tempo, otimizando nosso balanço”.

Natura & Co (NTCO3) 2T20: Prejuízo líquido de R$ 338,5 milhões

Natura&Co, holding das marcas Natura, Avon, The Body Shop e Aesop registrou prejuízo líquido de R$ 338,5 milhões atribuído aos controladores, ante lucro de R$ 54,3 milhões no mesmo período de 2019.

Rating S&P

A Natura &Co teve seu rating elevado pela S&P de BB- para BB. A agência cita o fato de que a Natura &Co Holding levantou cerca de US$ 5,6 bilhões em sua oferta pública para distribuição primária (follow on), a maioria do qual será usada para reduzir a dívida da Avon Products.

A agência diz que há riscos com uma reformulação operacional da Avon e uma potencial segunda onda da covid-19, mas comenta que a demanda geral no mercado de cosméticos tem se recuperado mais rápido do que suas expectativas. Para a S&P, o grupo tem registrado “resultados sólidos” nos últimos meses, graças às vendas digitais.

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