Oi não vê impedimento da concorrência para a venda da unidade móvel

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A Oi (BOV:OIBR3) (BOV: OIBR4) não vê impedimento do ponto de vista da concorrência para a venda da unidade móvel e acredita que o prazo máximo de 11 meses previstos no plano, anunciado para o cumprimento dos ritos regulatórios e junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), é suficiente, segundo o presidente da companhia, Rodrigo Abreu.

“Quando fizemos o plano de venda da unidade móvel, nossa timeline para entrada de caixa considerava o prazo máximo de 11 meses do ponto de vista regulatório e concorrencial. Não acreditamos que irá passar dos 11 meses”, afirmou em live promovida pela Genial Investimentos.

As operadoras Claro, Vivo e TIM Brasil fizeram um consórcio e apresentaram uma proposta vinculante de R$ 16,5 bilhões pela operação móvel da Oi. Segundo Abreu, essas companhias já estão, de toda a forma, em conservas com o órgão concorrencial para acelerar eventuais análises que possam impactar negativamente em uma aprovação.

“Os líderes da proposta já começaram a interação com as agencias para encurtar o processo”, afirmou. Segundo ele, embora o processo seja de fato complexo, o fato de envolver as três maiores adquirindo ativos de uma quarta empresa do mesmo setor não é tão problemático. “O que importa na verdade é o equilíbrio do mercado e nesse caso haverá equilíbrio”, atestou.

A proposta de reformulação do plano, que foi recentemente aprovada, prevê a venda de redes móveis, torres, data centers e parte da rede de fibra ótica, levantando mais de R$ 22 bilhões. O dinheiro será usado para fazer o pagamento antecipado de dívidas, com cortes dos valores na faixa de 50% a 55%, além de sustentar os investimentos futuros.

Oi/Abreu: consideramos participar de leilão de 5G, mesmo sem conclusão de venda

O presidente da Oi, Rodrigo Abreu, afirmou que a companhia pretende participar dos leilões de 5G previstos para serem realizados entre este mês até o primeiro trimestre de 2021, mesmo com a venda das operações móveis em andamento. “Até que a operação esteja concluída, consideramos participar do 5G, vamos analisar o que vale a pena comprar”, afirmou Abreu em live promovida pela Genial Investimentos.

Abreu disse ainda que a Oi não pretende fazer o grupamento de suas ações, afirmando que não vê necessidade. Ele também indicou que a Oi não acredita que será necessário estender o prazo de conclusão da recuperação judicial, ou seja, que a perspectiva é de que seja anunciado o fim do processo no final do ano que vem, junto com o prazo final de venda dos ativos móveis e de infraestrutura, que são condição do plano.

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