Technos (TECN3) conclui renegociação e alongamento de dívida

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A Technos (TECN3) anunciou na última quarta-feira (21), por meio de Fato Relevante, a conclusão do processo de renegociação das suas dívidas financeiras.

Trata-se de algo em torno de 85% de suas pendências totais. A renegociação vai de encontro com a estratégia da companhia que visa a maior preservação de caixa, principalmente em meio à pandemia.

Nesse sentido, a dívida foi reajustada, e passa a ter seu vencimento por volta de 4,3 anos. Sendo assim, o alongamento da das obrigações da Technos resulta no montante de R$ 119,9 milhões de reais

Além disso, como consta em documento, a companhia afirma continuar atenta aos cenários adversos e desafiadores da pandemia. E diz seguir “implementando ações para preservar a saúde de seus colaboradores bem como para fortalecer a saúde financeira da empresa.”

Um bom motivo para o fato relevante

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ainda nesta última terça-feira (20), emitiu um pedido de esclarecimento voltado à Technos.

Acontece que a companhia registrou uma movimentação atípica em termos de número

de  negócios  e  da  quantidade  negociada de seus papéis durante os últimos dias.

Os volumes negociados dispararam de 268.460,00, no dia 19 de outubro, para 1.857.815,00 no dia 20 do mesmo mês. Ou seja, uma forte diferença de 1.589.355,00 em volume.

O Fato Relevante emitido pela Technos no dia 21 e citado anteriormente, deve, de acordo com a empresa, justificar as alterações repentinas.

Resultados recentes

Em seu relatório de resultados para o 2T20, a companhia apresentou o Lucro Bruto de R$ 3,7 milhões. Um aumento de 184,2% na comparação ano a ano.

Entretanto, registrou uma forte queda em seu Líquido, que foi de -R$ 17,3 milhões. Sendo assim, variou negativamente, e reportou pelo menos 52,7% de prejuízo quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

Em suma, a empresa apresenta alguns sinais de avanços em seus resultados após o período mais intenso da pandemia.

 

Texto escrito por Ana Paula Abreu
Graduanda em Economia pela Universidade Federal de Santa Maria e colaboradora no Guia do Investidor.

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