Ânima compra startup de educação MedRoom

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A Ânima Educação concluiu a aquisição do controle da startup Medroom que desenvolve soluções em realidade virtual e aumentada para educação média.

O comunicado foi feito pela empresa (BOV:ANIM3) nesta quinta-feira (19). A compra foi feita por meio da sua subsidiária integral Brasil Educação sem informar o valor da transação.

A Ânima disse que a aquisição está alinhada à “força acadêmica da Inspirali” e “coroa o movimento de aproximação da companhia ao ecossistema de startups com a criação do seu primeiro hub de inovação, o Learning Village”.

“A aplicação dessas soluções tecnológicas de imersão, que continuará atendendo os atuais clientes, é pré-requisito para a superação da dificuldades inerentes à aprendizagem ao longo da vida, relacionadas às características de individualização deste processo específico de aprendizagem”, comunicou o documento.

A Medroom tem 5 anos de atividade e vai ser um dos componentes da proposta da Inspirali como plataforma de educação médica. A transação também faz parte de uma aproximação da empresa com as startups por meio do seu hub de inovação Learning Village, que vai oferecer programas de desenvolvimento, que inclui conexão com grandes empresas, mentoria e espaço de trabalho, além de outros benefícios. O hub já tem parcerias com hospitais como o Beneficência Portuguesa e Sírio-Libanês, além de empresas como Deloitte, Vibra (do Grupo Bandeirantes), Ambev e outras.

Lucro líquido de R$ 1,8 milhão no 3T20

Será que Anima o resultado do terceiro trimestre da Ânima? De acordo com o balanço da empresa, o lucro líquido foi R$ 1,8 milhão, revertendo levemente o prejuízo de R$ 2,5 milhões do mesmo trimestre de 2019. O lucro líquido ajustado foi de R$ 20,1 milhões, contra R$ 11,5 milhões no 3T19.

No total acumulado do ano, em 2020 a companhia registra uma perda líquida de R$ 8 milhões, contra um lucro líquido de R$ 18,7 milhões obtidos no mesmo período do ano passado. No entanto, o lucro líquido ajustado saiu de R$ 40,8 milhões nos primeiros nove meses de 2019 para R$ 77,1 milhões na mesma comparação deste ano, uma alta de 88,8%.

“Antes, havia essa percepção de que cursos presenciais têm qualidade e os cursos on-line têm baixa qualidade. Com o uso da tecnologia [no aprendizado], não vemos dessa forma”, disse André Tavares, vice-presidente financeiro da Ânima, durante teleconferência para analistas e investidores.

Marcelo Battistella Bueno, presidente do grupo, disse que parte das aulas são presenciais.

→ Fundada em 2003, a Ânima é um grupo empresarial educacional, sendo uma das maiores organizações educacionais privadas de ensino superior do Brasil. Confira a análise completa da empresa com informações exclusivas.

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