Banco Central avalia alta recente da inflação e diz que situação é temporária

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O presidente do Banco CentralRoberto Campos Neto, avaliou nesta quarta-feira que a alta recente da inflação é temporária, minimizando a duração de todas as frentes de pressão identificadas para o avanço de preços na economia, mas frisou estar “obviamente” monitorando o movimento.

Em entrevista ao canal do YouTube Me Poupe, ele reiterou que a inflação está sendo influenciada pela elevação do dólar frente ao real, mas ponderou que essa contaminação é pouco expressiva quando retirada a influência exercida sobre combustíveis.

Como outras justificativas para a aceleração da inflação ele citou o gasto pelos brasileiros de parte da poupança circunstancial com alimentação a domicílio e o aumento no preço de produtos consumidos por pessoas que tiveram forte recomposição de renda com o auxílio emergencial.

“Quando a gente olha esses três itens, a gente olha que a parte de poupança circunstancial tende a diminuir porque as pessoas estão voltando à mobilidade … então na parte de alimentação a domicílio muita gente está diminuindo”, disse.

 “A parte de transferência de renda, os 600 reais vão virar 300 e eventualmente esse efeito vai passar e a gente entende que a parte do câmbio, como o grosso é combustível, ao longo do tempo tende a voltar também”, disse.
 Campos Neto reconheceu que há ainda um tema ligado à alta das commodities alimentícias, com outros países do mundo também vivenciando a mesma experiência, decorrente de uma demanda maior por alimentos na Ásia.

“A gente acha que isso tende a normalizar, as nossas safras previstas para março são maiores, então o preço de alimentos deve voltar. Então nós entendemos que a inflação é temporária. Estamos obviamente monitorando, o que foi dito, mas entendemos que a inflação é temporária”, afirmou.

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