CCR (CCRO3) 3T20: Lucro líquido desaba 65,2% para R$ 118,3 milhões

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CCR, que opera concessões de rodovias, aeroportos e mobilidade urbana, registrou lucro líquido de R$ 118,3 milhões no terceiro trimestre de 2020, queda de 65,2% na comparação com igual período de 2019. De formal geral, a pandemia ainda pesou sobre os números da empresa ao reduzir o tráfego nas rodovias, aeroportos e mobilidade urbana. O número, entretanto, mostra que o pior já passou para a empresa, que conseguiu reverter o prejuízo de R$ 142 milhões no segundo trimestre deste ano.

Os resultados da CCR (BOV:CCRO3) referente a suas operações do segundo trimestre de 2020, foram divulgados no dia 11/11/2020.
O resultado já é um avanço em relação ao obtido no segundo trimestre, quando o grupo registrou prejuízo, mas a retração ainda é expressiva. Se considerada a mesma base de comparação (sem contar as novas concessões e cobranças), a retração teria sido maior, de 71,9%.
Ebtida ajustado – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – fechou em R$ 1,331 bilhão, queda de 12,9% na comparação anual. A margem Ebitda caiu 3,7 pontos porcentuais, para 59,7%. Já no critério mesma base, a linha do balanço ficou em R$ 1,26 bilhão, queda de 16,5% no ano, com margem de 59,8% (-4 p.p).
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Outras informações do balanço

A Receita Líquida ajustada mesma base, a companhia obteve R$ 2,1 bilhões no trimestre, redução de 10,9% no ano, uma vez que concessões administradas pela CCR como rodovias, aeroportos e de mobilidade urbana seguiram com níveis de tráfego ainda abaixo dos verificados antes de março, quando medidas de isolamento social foram tomadas.

A companhia registrou no tráfego consolidado a menor redução desde o início da pandemia, de apenas 1,6%. Excluindo os resultados da CCR ViaSul (nova no portfólio), houve queda de 5,9% no tráfego.

No segmento de mobilidade, a queda na demanda foi de 56,8% no trimestre na comparação anual. Nos aeroportos, a queda média no total de passageiros foi de 85% em igual base.

Na última semana de outubro, o tráfego comparável de veículos nas rodovias sob administração da CCR cresceu ante mesmo período de 2019, o que não acontecia desde março.

“A recuperação nas estradas já voltou, mas em aeroportos e em mobilidade urbana isso só deve acontecer ao longo de 2021”, disse o gestor de relações com investidores da CCR, Marcus Vinícius Vieira.

O resultado operacional ajustado (Ebit) foi de R$ 630,8 milhões no terceiro trimestre, queda de 31,5% na comparação anual.

Outro fator que pressionou a última linha do resultado foram as despesas ligadas a ativos da CCR no exterior, como operações ligadas a aeroportos na América Central e nos Estados Unidos.

Por fim, a CCR teve maiores despesas com depreciação referentes às concessões da Via Dutra, que liga Rio de Janeiro e São Paulo; e a RodoNorte, no Paraná. As despesas de ativos próximos do fim do período de concessão em geral crescem.

O período de concessão da Via Dutra sob a CCR termina em fevereiro próximo. O governo federal pretende levar a concessão do ativo a leilão em abril. A concessão da RodoNorte termina em novembro do ano que vem.

“Estamos famintos para participar do leilão da Via Dutra”, disse Vieira, acrescentando que a empresa pode participar tanto sozinha quanto em consórcio, mas que será disciplinada com sua estrutura de capital. “Se tiver uma modelagem adequada para o leilão, seremos bastante competitivos.”

A dívida líquida consolidada da empresa foi de R$ 13,9 bilhões em setembro de 2020, crescimento de 6,9% na comparação com igual período de 2019. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre o Ebitda ajustado, saltou para 2,7 vezes, contra 2,3 vezes um ano antes.

Há um ano, essa relação era de 2,3 vezes. “Houve esse aumento por conta da menor geração de caixa durante a pandemia, mas a expectativa é que esse índice caia à medida que o Ebitda se normalize. Ainda assim, temos um espaço grande para novos endividamentos”, diz ele.

A CCR também se mostra disposta a participar do leilão de um conjunto de mais de 20 aeroportos regionais, que o governo federal deve realizar no primeiro semestre de 2021.

Já em relação ao setor de saneamento, que a CCR já declarou ser um possível alvo para o futuro, com a aprovação do novo marco legal do setor, Macedo afirma que ainda estão em fase de avaliação. “Temos que aprofundar estudos. É uma área em que haverá muitas oportunidades”, afirma o superintendente.

VISÃO DO MERCADO

Bradesco BBI

O Bradesco BBI destacou que o Ebitda ajustado da CCR foi 14% de suas estimativas, e 2% acima da estimativa média de analistas. A receita em dinheiro veio 3% acima da expectativa do banco, e 5% acima da expectativa média de analistas.

O banco avalia que os pedágios em estradas tiveram uma performance resiliente, os aeroportos continuaram fortemente impactados, e as concessões de mobilidade urbana continuam a se beneficiar de cláusulas contratuais que compensam a queda do tráfego de passageiros.

Bradesco BBI mantém a recomendação de compra para CCR, com preço-alvo de R$ 17,00.

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