Oi inicia série de leilão para venda de ativos e reorganização da empresa

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A Oi inicia hoje série de leilões para a venda de ativos e a reorganização da empresa, em recuperação judicial. O objetivo é levantar, ao todo, mais de R$ 20 bilhões para pagar credores e investir no que passará a ser uma operadora focada em fibra ótica para banda larga e serviços de telecomunicações para empresas.

O comunicado foi feito pela Oi (BOV:OIBR3) (BOV:OIBR4) nesta quinta-feira.

Os leilões das torres e dos data centers acontecerão nesta quinta-feira e o das redes móveis será no dia 14 de dezembro.

Nesta quinta, em virtude da pandemia, os leilões ocorrerão através de audiências virtuais presididas pelo juízo da recuperação judicial, a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

O primeiro deles será às 14h30 com a oferta do conjunto de cinco data centers da operadora. Esse ativo recebeu o lance de R$ 325 milhões da Piemonte Holding, gestora sediada no Rio de Janeiro e dona de uma carteira de mais de R$ 120 milhões em investimentos focados no ramo de data centers.

O segundo leilão será às 15 horas e se refere ao conjunto de 637 torres móveis e 222 antenas indoor (usadas em prédios comerciais, como shoppings e hotéis). Já está na mesa a oferta de R$ 1,067 bilhão da Highline do Brasil, provedora de infraestrutura de telecomunicações pertencente ao fundo norte-americano Digital Colony, um peso-pesado com mais de US$ 20 bilhões em investimentos globais.

O Senado aprovou a nova Lei de Falências para agilizar os processos de recuperação judicial no País. A proposta prevê novas regras para a renegociação de dívidas a fim de evitar que empresas fechem as portas e decretem falência. Como já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, o texto segue agora para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o Credit Suisse, a notícia é muito positiva para a Oi, uma vez que aumentaria o haircut, ou o desconto dado nas dívidas problemáticas, da dívida com a Anatel para 70% e estende o prazo, reduzindo o valor presente líquido em cerca de R$ 4 bilhões. Além disso, créditos fiscais (R$ 16 bilhões) podem ser usados de uma só vez para pagar a Anatel e compensar o potencial imposto de renda da venda de ativos.

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