BRF planeja realizar cerca de R$ 55 bilhões em investimentos nos próximos dez anos

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A BRF está ambiciosa para os próximos dez anos, querendo aumentar em mais de 3,5 vezes seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) e alcançar uma receita líquida de mais de R$ 100 bilhões até o final de 2030.

Os números foram divulgados pela companhia (BOV:BRFS3) nesta terça-feira (8).

A meta da dona da Sadia e Perdigão é ambiciosa, considerando que a expectativa para este ano é de uma receita líquida superior a R$ 35 bilhões, acima dos R$ 33,4 bilhões registrados em 2019. O Ebitda do ano passado somou R$ 5,3 bilhões.

Ainda assim, os investidores adoraram saber dos planos. Por volta das 11h, as ações da BRF subiam 7,05%, para R$ 22,78.

O comunicado da BRF mostra que a companhia dividiu o plano em três períodos. Para os anos de 2021 a 2023, a estimativa é de alcançar uma receita líquida de aproximadamente R$ 65 bilhões e aumentar o Ebitda em duas vezes em relação aos patamares atuais.

Num segundo momento, de 2024 a 2026, a meta é aumentar a receita líquida e o Ebitda em aproximadamente 2,5 vezes, com crescimento de mais de 60% da receita obtida no mercado brasileiro.

Por fim, no período de 2027 a 2030, a estimativa é de atingir a receita líquida de R$ 100 bilhões e expandir o Ebitda em mais de 3,5 vezes.

O objetivo final da BRF também é alcançar margens Ebitda acima de 15% de forma consistente, uma margem líquida perto de 6% e um retorno sobre o capital investido (Roic) de cerca de 16%.

Para atingir seus objetivos, ela planeja realizar cerca de R$ 55 bilhões em investimentos nos próximos dez anos. Apenas no terceiro trimestre deste ano, os aportes totalizaram R$ 662 milhões.

Em entrevista ao site “Brazil Journal”, o CEO da BRF, Lorival Luz, disse que pretende concentrar os investimentos em cinco áreas – refeições prontas, carne suína, ração para animais, produtos à base de plantas e internacionalização.

Ele disse ainda que quer aumentar a participação dos produtos processados na receita dos atuais 50% para 70% em dez anos.

As metas, porém, não serão atingidas a qualquer custo. No comunicado, a empresa destacou que vai estabelecer um “limite prudencial” para a alavancagem financeira – a relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustados dos 12 meses anteriores – de até 3,0 vezes. Ela encerrou o terceiro trimestre com uma relação de 2,90 vezes.

Lucro líquido de R$ 216,8 milhões, queda de 26,3%

BRF divulgou lucro líquido de R$ 216,8 milhões, queda de 26,3% na comparação anual. A piora dos resultados da BRF no exterior, reflexo do aumento dos custos de produção e de embargos sauditas que insistem em atrapalhar os negócios, nublou o sólido desempenho da operação no Brasil e reduziu o lucro da empresa dona das marcas Sadia e Perdigão no terceiro trimestre.
Ebtida ajustado – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – somou R$ 1,3 bilhão, um avanço de 15,3% em relação ao mesmo período de 2019. A margem Ebitda ajustada, no entanto, diminuiu 0,3 ponto, de 13,5% para 13,2%.

 

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