Vale eleva em 10% a projeção para produção de minério de ferro em 2021

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A Vale elevou a projeção para produção de minério de ferro em aproximadamente 10% para 2021, refletindo a volta da sua produção no Brasil à espera de um acordo de reparação pela tragedia de Brumadinho, o descomissionamento de barragens e a maior demanda pelo mineral na China.

O Fato Relevante foi divulgado pela mineradora (BOV:VALE3) nesta quarta-feira (2). A empresa também deve fazer uma provisão adicional de US$670 milhões no balanço deste trimestre.

A produção do mineral, principal ingrediente do aço, deve ficar entre 315 milhões de toneladas e 335 milhões de toneladas no ano que vem, ante projeção para 2020 de 300 milhões a 305 milhões de toneladas. A empresa não mencionou sua meta de longo prazo de alcançar 400 milhões de toneladas.

O gasto de capital ou capex, deve subir de US$4,8 bilhões para US$5,8 bilhões, com alta no orçamento para manutenção de ativo fixo de US$1,1 bilhão, para US$4,8 bilhões. A empresa deve gastar US$400 milhões e US$500 milhões em descaraterização para 2021 e 2022, respectivamente.

Ajustes nos projetos de descaracterização e obras para melhorias da segurança devem levar a Vale a registrar provisão adicional de aproximadamente US$670 milhões nas demonstrações financeiras do quarto trimestre. As provisões totais devem atingir US$2,7 bilhões em 2020, disse o comunicado, notando que esse valor “está sujeito a revisão com base nos desembolsos das provisões até o final do ano fiscal”.

Já o custo caixa C1 excluindo compra de minério de terceiros deve atingir US$13,6 a tonelada em 2020 e ficar entre US$10,5 e US$12,0 quando a Vale atingir o nível de produção de 400 milhões de toneladas por ano.

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