Confira os Indicadores Econômicos desta sexta-feira (19/02/2021)

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Confira os principais indicadores econômicos desta sexta-feira (19/02/2021), em destaque a economia britânica se estabilizou depois que um novo bloqueio do COVID-19 no mês passado atingiu os varejistas.

Europa

 A atividade empresarial na zona do euro se contraiu novamente em fevereiro, à medida que medidas de bloqueio para conter o coronavírus atingiam o setor de serviços dominante do bloco, mostrou uma pesquisa, mesmo com as fábricas tendo seu mês mais movimentado em três anos.

Com as infecções diárias relatadas ainda altas, os governos têm encorajado os cidadãos a ficar em casa e fechado grande parte da indústria de hospitalidade do continente. Enquanto isso, as fábricas permaneceram em grande parte abertas.

A economia britânica se estabilizou depois que um novo bloqueio do COVID-19 no mês passado atingiu os varejistas, e as empresas e os consumidores estão esperançosos de que a campanha de vacinação do país estimule uma recuperação, mostraram dados na sexta-feira.

O Índice de Gestores de Compras composto do flash IHS Markit / CIPS, uma pesquisa de empresas, sugeriu que a economia estava quase encolhendo na primeira quinzena de fevereiro, à medida que as empresas se ajustavam às últimas restrições.

Uma pesquisa separada com famílias mostrou que os consumidores estão mais confiantes desde o início da pandemia.

A economia britânica teve sua maior queda em 300 anos em 2020, quando encolheu 10%, e vai encolher 4% nos primeiros três meses de 2021, prevê o Banco da Inglaterra.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto do Reino Unido, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu de 41,2 em janeiro para 49,8 em fevereiro, segundo dados preliminares divulgados nesta sexta-feira, pela IHS Markit em parceria com a CIPS.

O PMI composto próximo de 50 mostra que a atividade econômica britânica se aproxima da estabilidade neste mês, mas ainda com viés de contração. A prévia de fevereiro ficou bem acima da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta do indicador a 45,5.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu de 50,8 em janeiro para 51,3 em fevereiro, segundo dados preliminares divulgados nesta sexta-feira, 19, pela IHS Markit.

O avanço acima da marca de 50 mostra que a atividade da maior economia da Europa se expande em ritmo um pouco mais forte em fevereiro.

O resultado positivo do PMI composto se deve ao comportamento do PMI industrial alemão, que teve uma inesperada alta a 60,6 em fevereiro, atingido o maior patamar em 36 meses. A previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal era que o PMI industrial recuaria de 57,1 em janeiro para 56,2 neste mês.

Estados Unidos

A atividade fabril dos EUA desacelerou no início de fevereiro, provavelmente com uma escassez global de chips semicondutores afetando a produção nas fábricas de automóveis, enquanto os preços de insumos e produtos manufaturados dispararam, o que pode aumentar os temores de forte crescimento da inflação este ano.

A empresa de dados IHS Markit disse nesta sexta-feira que seu PMI de manufatura nos EUA caiu para 58,5 na primeira metade deste mês, de uma leitura final de 59,2 em janeiro. O clima extremo em grande parte dos Estados Unidos também foi responsabilizado.

O dado veio em linha com as projeções dos economistas, com leitura acima de 50 indicando crescimento da indústria, que responde por 11,9% da economia americana. A manufatura avançou à medida que a pandemia COVID-19 deixou os americanos presos em casa, transferindo a demanda para bens domésticos de serviços como viagens aéreas e hospedagem em hotéis.

As vendas de casas nos Estados Unidos aumentaram inesperadamente em janeiro, apesar dos estoques apertados impulsionarem os preços das casas.

A National Association of Realtors disse na sexta-feira que as vendas de casas existentes aumentaram 0,6% para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 6,69 milhões de unidades no mês passado. As vendas têm aumentado mesmo com a redução dos contratos.

Economistas ouvidos pela Reuters previam que as vendas cairiam 1,5%, para uma taxa de 6,61 milhões de unidades em janeiro. As revendas de casas, que respondem pela maior parte das vendas de casas nos Estados Unidos, aumentaram 23,7% em relação ao ano anterior.

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