Dow Jones cai 475 pontos na sexta-feira, mas fecha fevereiro no positivo; Nasdaq salta 0,56%

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As ações de tecnologia subiram no mercado mais amplo em outra sessão volátil na sexta-feira (26), recuperando-se de perdas acentuadas depois que um indicador chave de inflação mostrou pressões de preço moderadas.

O Nasdaq Composite subiu 0,56%, com os investidores apostando em nomes da Big Tech que foram vendidos fortemente no pregão anterior em meio à alta nos rendimentos dos títulos. O Facebook (FB, FBOK34) saltou 3,8%, enquanto a Microsoft (MSFT, MSFT) e a Apple (AAPL, APPL34) cresceram mais de 2% cada. O benchmark de tecnologia oscilou descontroladamente no pregão de sexta-feira e caiu até 0,7% em um ponto.

O S&P 500 caiu 0,48%, enquanto o Dow Jones despencou 475 pontos, ou menos 1,51%, puxado por Salesforce (CRM, SSFO34) e IBM (IBM, IBMB34).

Alguns investidores se confortaram com a nova leitura do índice de preços das despesas de consumo pessoal, que indicava inflação moderada em janeiro. O índice PCE, que o Federal Reserve observa de perto, subiu 0,3% no mês, ligeiramente acima da expectativa de 0,2%. Mas subiu apenas 1,5% ano a ano, correspondendo às estimativas do Dow Jones.

O rendimento do Tesouro de 10 anos caiu cerca de 6 pontos-base para 1,46% na sexta-feira, após subir acima de 1,6% em um ponto na quinta-feira. Os rendimentos do Tesouro caíram inicialmente após a divulgação dos dados de inflação, mas saltaram mais alto, desencadeando a queda intradiária nos principais índices. A taxa de 10 anos subiu mais de 50 pontos base desde o início do ano, uma alta acentuada para uma taxa de títulos usada como referência para taxas de hipotecas e empréstimos para automóveis.

A alta das taxas de juros alarmou os investidores em ações e levou o Nasdaq Composite ao seu pior pregão desde outubro na quinta-feira. O Dow Jones caiu 559 pontos, recuando de uma alta recorde. O S&P 500 perdeu 2,5%, enquanto o Nasdaq de alta tecnologia caiu 3,5%.

Economistas e gerentes de investimentos dizem que o mercado de títulos está reagindo à economia positiva à medida que vacinas são lançadas e as previsões do PIB melhoram, o que deve beneficiar os lucros das empresas. Mas a mudança também pode sinalizar uma inflação mais rápida do que o esperado à frente.

O ritmo acelerado da alta também teve o efeito de diminuir o apetite dos investidores por áreas do mercado altamente valorizadas. Taxas mais altas reduzem o valor dos fluxos de caixa futuros, de modo que podem ter o efeito de compressão das avaliações patrimoniais. O salto de quinta-feira no rendimento de 10 anos também o colocou acima do rendimento de dividendos do S&P 500, o que significa que as ações – que são consideradas ativos mais arriscados – perderam aquele prêmio de pagamento fixo sobre os títulos.

O S&P 500 caiu 1,5% até agora nesta semana, em ritmo de sua segunda semana negativa consecutiva. O Dow Jones caiu 0,9% até agora. O Nasdaq é o pior desempenho relativo esta semana, perdendo 4%.

Para fevereiro, o S&P 500 e o Dow Jones subiram 4% e 3,5%, respectivamente, a caminho de registrar seu terceiro mês positivo em quatro. O Nasdaq subiu 1,9% este mês.

Os investidores estão transferindo dinheiro para as chamadas negociações de reabertura, comprando ações de empresas que mais se beneficiariam com o lançamento da vacina e um retorno às tendências regulares de viagens e restaurantes.

A energia subiu 5% só esta semana, elevando os ganhos de fevereiro para 22,2%. A energia é, de longe, a maior vencedora em meio às expectativas de que os consumidores em todo o mundo logo estarão dirigindo e voando como antes da pandemia de Covid-19. O setor financeiro também saltou 12,4% neste mês, se beneficiando do aumento das taxas de juros.

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