Vale: BNDES zera participação acionária na mineradora em operações que somam mais de R$ 10 bilhões

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Em mais um passo da saída do setor público da Vale, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) zerou sua participação acionária na mineradora, em operações ao longo das últimas semanas em operações em Bolsa de Valores, que somaram mais de R$ 10 bilhões. Agora, a única presença do banco de fomento da mineradora é por meio de títulos que foram originados com a  privatização. O banco tem mais R$ 6 bilhões dessas debêntures participativas nos direitos minerais da empresa, venda que está próxima de ser realizada.

O BNDES conseguiu aproveitar a ação da Vale (BOV:VALE3) nas máximas históricas, o que veio com a alta do preço do minério de ferro, na esteira do salto dos valores das commodities. Em um ano, o valor da ação da mineradora praticamente dobrou. A Vale é hoje a empresa mais valiosa da Bolsa brasileira, valendo mais de R$ 500 bilhões.

O governo federal ainda tem participação indireta na Vale por meio dos fundos de pensão Previ (funcionários do Banco do Brasil), Petros (da Petrobrás) e Funcef (da Caixa Econômica Federal). Somente a Previ possui um pouco mais de 10% de participação na mineradora.

Na semana passada o BNDES já havia vendido parte de sua participação na Klabin, em uma operação na casa de R$ 600 milhões. Com essas duas vendas em 2021, a instituição financeira já reduziu sua carteira de renda variável em aproximadamente R$ 60 bilhões em um pouco mais de um ano.

Uma fonte disse que, além do enxugamento da carteira em si, a estratégia do BNDES tem sido de sair das grandes empresas para investir em menores, além de reduzir seu portfólio de empresas com alta pegada de carbono. “Sair de ativo com alta pegada de carbono e risco ambiental para carteira com mais impacto”, destacou.

Há um ano o banco vendeu suas ações com direito a voto (ordinárias) na Petrobrás e colocou R$ 22 bilhões no caixa. No entanto, anda detém uma fatia das ações sem direito a voto (preferenciais) na estatal, ativo que perdeu muito valor desde a última sexta-feira por causa da interferência do presidente Jair Bolsonaro no comando da empresa.

Ainda na carteira de renda variável, além dessa participação da Petrobrás, cuja saída deverá aguardar melhora nos preços, o BNDES deverá vender sua participação no frigorífico JBS, o restante de suas ações na Klabin e Copel, além de sua fatia na Eletrobrás.

Informações Estadão

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