PetroRio assina contrato para aquisição de 28,6% do Campo de Wahoo

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A PetroRio informou ao mercado a assinatura de contrato com a TotalE&P do Brasil para a aquisição da participação de 28,6% no Bloco BM-C-30, o Campo de Wahoo ou simplesmente Wahoo, na Bacia de Campos.

O comunicado foi feito pela empresa (BOV:PRIO3), nesta quinta-feira (04).

Somada à parcela de Wahoo adquirida da BP, a participação da PetroRio na concessão passará a ser de 64,3%, quando concluídas as duas transações, sujeitas a condições precedentes.

O Campo de Wahoo, com descoberta de óleo em 2008 e teste de formação realizado em 2010, tem potencial para produzir mais de 140 milhões de barris, a totalidade do campo. A PetroRio estimou uma produtividade média inicial superior a 10 mil barris por dia por poço e uma produção que poderá superar os 40 mil barris por dia em Wahoo, baseado nos resultados do teste de formação realizado em poço exploratório.

O projeto-base de Wahoo contempla a perfuração de quatro poços produtores e dois poços injetores, assim como a conexão entre os poços e o FPSO de Frade.

O CAPEX estimado inicialmente do projeto como um todo é dividido em US$ 300 milhões para o tieback, US$ 360 milhões para a perfuração dos poços, US$ 100 milhões para equipamentos subsea e US$ 40 milhões para ajustes no FPSO de Frade e outros itens.

VISÃO DO MERCADO

Bradesco BBI

A recomendação foi revisada pelos analistas do Bradesco BBI após a aquisição de uma participação adicional na Wahoo e o forte ímpeto do preço do petróleo (ajudado pelo tema da “reflação” global). As novas estimativas incorporam PetroRio com 100% de propriedade do campo Wahoo e uma taxa de câmbio de R$ 5,50 em 2021 (versus R$ 5,20 no modelo anterior).

“Embora os riscos de Wahoo sejam maiores do que o resto do portfólio da PetroRio (sem reservas registradas ainda), a agenda para 2021 é amplamente positiva, com uma forte perspectiva para os preços do petróleo e mais fusões e aquisições. Os riscos estão concentrados em 2022 com resultados para novos poços perfurados em Wahoo”, avaliam os analistas.

Bradesco BBI recomenda compra, com preço-alvo de R$ 126,00.

Lucro líquido de R$ 528,1 milhões em 2020, queda de 41%

A PetroRio teve lucro líquido de R$ 528,1 milhões em 2020,  queda de 41%, e Ebitda ajustado de R$ 876,7 milhões, alta de 9% frente ao ano anterior, na avaliação sem IRFS-16.

Os resultados da PetroRio (BOV:PRIO3) referentes suas operações do quarto trimestre de 2020 foram divulgados no dia 01/03/2021. Confira o Press Release completo!

⇒ Confira a agenda completa da divulgação dos resultados do 4T20 e referente ao ano de 2020. Confira a cobertura completa de todos os balanços referente ao ano de 2020 das empresas negociadas na B3.

Com IRFS-16, o lucro foi de R$ 452,9 milhões, queda de 46%, enquanto o Ebitda ajustado subiu 13% para R$ 1,094 bilhão.

Segundo a PetroRio, o resultado do ano passado foi impactado positivamente pelo maior volume de vendas –consequência de um aumento na produção–, a redução dos custos operacionais nos ativos de Frade e Polvo, e os contratos de hedge assinados em janeiro, para proteção do fluxo de caixa das oscilações do petróleo Brent.

A empresa também citou efeitos não-caixa referentes ao ajuste da provisão de abandono do campo de Frade.

“Também é importante destacar o impacto não-caixa da desvalorização do real no resultado financeiro no ano, que foi de 364 milhões de reais”, disse a PetroRio, acrescentando que apesar do impacto contábil no resultado líquido, a queda da moeda local impactou positivamente no Ebitda, já que metade dos gastos são denominados em real e 97% das receitas em dólar.

“O resultado foi impactado positivamente pela aquisição de Tubarão Martelo e maior quantidade de offtakes no período. Porém, em contrapartida, houve impacto negativo da depreciação e amortização dos novos ativos e da variação cambial”, destacou a companhia.

No ano, a companhia vendeu aproximadamente 9 milhões de barris, um aumento de aproximadamente 41% em relação ao ano anterior, afirmou a PetroRio.

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