Vale: Fundação Renova pagará até fim do ano R$ 2 bilhões por tragédia da Samarco em Mariana (MG)

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Alvo de protestos de moradores de Mariana (MG) e de ações judiciais do Ministério Público de Minas, a Fundação Renova – criada para gerir a reparação da tragédia da Samarco – afirma que até o fim do ano pagará mais R$ 2 bilhões em indenizações e auxílios financeiros aos atingidos pela tragédia, chegando a R$ 5 bilhões. O orçamento de R$ 5,86 bilhões para 2021 é o maior desde o desastre e elevará a R$ 17 bilhões o valor desembolsado em reparação e compensação por Vale (BOV:VALE3) e BHP Billiton, as donas da Samarco.

O plano plurianual da Renova estima R$ 24 bilhões até 2030, mas a cifra ainda está “sendo refinada”, disse ao Broadcast o diretor-presidente da Renova, Andre de Freitas. A ruptura da barragem de Fundão, em novembro de 2015, deixou 19 mortos e levou um mar de lama às cidades próximas de Mariana e até o Estado vizinho do Espírito Santo, no maior desastre ambiental do Brasil.

Freitas diz que o uso do Sistema Indenizatório Simplificado tem acelerado os pagamentos. Adotado em setembro de 2020 por decisão da Justiça em ações movidas por Comissões de Atingidos, ele permite indenizar trabalhadores cujos danos sofridos são de mais difícil comprovação. É o caso de artesãos, lavadeiras, areeiros, pescadores de subsistência e informais.

No último dia 27 de fevereiro, famílias atingidas protestaram afirmando que a Renova descumpriu pela terceira vez o prazo de entrega de casas a serem construídas. Segundo os moradores de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, cinco anos após a tragédia, apenas cinco de 240 casas a serem construídas estão prontas. A expectativa no início do ano passado era concluir 85% das obras.

“Não podemos esquecer o impacto que a covid-19 teve nas obras”, justifica Freitas.

A Renova promete terminar de 65 a 70 casas este ano e investir mais de R$ 1 bilhão em ações de reassentamento. O executivo não deu uma data para a entrega de todas as unidades. Segundo a Renova, o prazo de entrega dos reassentamentos está sendo discutido em uma Ação Civil Pública e foi submetido um recurso para análise em segunda instância, ainda não julgado.

No fim de fevereiro, o MPMG ajuizou uma ação civil pública pedindo a extinção da Fundação Renova. Na ação, pede que Samarco, Vale e BHP sejam condenadas à reparação dos danos materiais causados no que classifica de desvio de finalidade e ilícitos praticados dentro e por intermédio da fundação, além da condenação por danos morais no valor de R$ 10 bilhões.

(Informações Estadão)

Comentários

  1. marcelo diz:

    eu acho que todos foram corrompidos,cortaram o affe, agora fazendo todos pegar uma indenizacao sem calculo nenhum,os ministerios nao tem mais poder,a vale bhp todas compraram juiz,desembargador,e o fim,ministerio publico nao tem mais poder pra nada ..quem manda sao as poluidoras que comprou juiz,advogados,comisao etc

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