CCR vence disputa pelos lotes Sul e Central no leilão de aeroportos, Vinci arremata bloco Norte

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A CCR (BOV:CCRO3) venceu a disputa pelos lotes Sul e Central no leilão de aeroportos na B3 nesta quarta-feira, enquanto a Vinci Airports arrematou o Bloco Norte.

A subsidiária da CCR, Companhia de Participações em Concessões, ofereceu pagar R$ 754 milhões pelo Bloco Central, ante valor mínimo de outorga de R$ 8,1 milhões.

O Bloco central representou um ágio de 9.156%.

Também participaram da disputa a ACI do Brasil (Inframérica), com lance de R$ 9,79 milhões (ágio de 20,15%) e o Consórcio Central Airports (Socicam), que ofertou R$ 40,3 milhões (ágio de 395%). O bloco é composto pelos aeroportos de Goiânia (GO), Palmas (TO), Teresina (PI), Petrolina (PE), São Luís (MA) e Imperatriz (MA).

Bloco Sul

A empresa também venceu a disputa pelo Bloco Sul, com oferta de outorga de R$ 2,128 bilhões, ante valor mínimo de R$ 130,2 milhões, ágio de 1.534%.

O lote era considerado o mais atraente do leilão, mas o resultado superou a meta do governo. Também participaram do leilão o consórcio Infraestrutura Brasil Holding (com lance de R$ 300 milhões) e a espanhola Aena (R$ 1,05 bilhão). O contrato tem duração de 30 anos e os investimentos estimados somam R$ 2,855 bilhões. O bloco é composto pelos aeroportos de Curitiba (PR), Foz do Iguaçu (PR), Londrina (PR), Bacacheri (PR), Navegantes (SC), Joinville (SC), Pelotas (RS), Uruguaiana (RS) e Bagé (SC).

Bloco Norte

A Vinci Airports venceu a concorrência pelo Bloco Norte, com oferta de R$ 420 milhões, ante valor mínimo de R$ 47,8 milhões.

ambém participou do leilão o consórcio Aero Brasil, que ofertou R$ 50 milhões (ágio de 4,46%). O contrato de 30 anos prevê investimentos de R$ 1,48 bilhão e receitas de R$ 3,6 bilhões ao longo da concessão. O lote é compostos pelos aeroportos de Manaus (AM), Tabatinga (AM), Tefé (AM), Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC), Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR).

A CCR pretende divulgar os resultados do 1T21 no dia 13 de maio.
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A previsão é de que o bloco Sul seja o mais concorrido no certame, e com expectativa dos principais players de concessão participarem da disputa. A CCR que já possui uma operação relevante em aeroportos, desponta como a favorita para a disputa, mas não descartamos que a Ecorodovias e players privados possam entrar no páreo.

Lucro líquido de R$ 191 milhões desaba 86,7% em 2020

O grupo CCR registrou lucro líquido de R$ 191 milhões em 2020, queda de 86,7% em relação ao ano de 2019.

No acumulado do ano, a receita líquida foi de R$ 8,941 bilhões, baixa de 5,8%.

No acumulado de todo 2020, o tráfego teve queda anual de 2,6% – taxa considerada razoável diante das fortes perdas registradas no auge da crise. No segundo trimestre do ano passado, o índice chegou a cair 18,2%.

⇒ Confira a agenda completa da divulgação dos resultados do 4T20 e referente ao ano de 2020. Confira a cobertura completa de todos os balanços referente ao ano de 2020 das empresas negociadas na B3.

4T20

O grupo CCR teve prejuízo de R$ 74,8 milhões no quarto trimestre de 2020, revertendo o lucro de R$ 392,6 milhões que havia sido registrado no mesmo período do ano anterior.

Excluindo os efeitos não-recorrentes (provisão relativa ao processo de devolução da MSVia), a companhia teria reportado lucro líquido de R$ 176,1 milhões de outubro a dezembro do ano passado.

O resultado negativo é fruto das quedas de movimentação provocadas pela pandemia, mas também por uma provisão de R$ 305,9 milhões, relacionada ao processo de devolução amigável da concessionária MSVia (que adminsitra a BR-163 no Mato Grosso do Sul), que está perto de ser assinado — ainda falta um decreto do presidente.

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