CVC: processo de arbitragem por erro contábil gera conflito entre companhia e ex-executivos

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Um dia antes da assembleia de acionistas da CVC tomar a decisão sobre um processo de arbitragem para buscar ressarcimento por erros contábeis que causaram prejuízos à empresa, os executivos Luiz Fernando Fogaça e Luiz Eduardo Falco, ex-presidentes da companhia de turismo, resolveram pôr o fim ao silêncio, segundo reportagem do Estadão.

O comunicado foi feito pela empresa (BOV:CVCB3) nesta terça-feira (27).

Para os executivos, responsabilizá-los significaria punir as pessoas que identificaram a possibilidade de um problema e que iniciaram as investigações para apurar suspeitas, informando o mercado imediatamente.

A questão já se arrasta há mais de 18 meses. Os prejuízos estimados com os problemas contábeis na empresa são estimados em R$ 362 milhões. A CVC quer cobrar na arbitragem um valor mínimo de R$ 67 milhões.

A empresa pretende divulgar os resultados do 1T21 no dia 14 de maio.

Prejuízo líquido de R$ 1,2 bilhão atribuído aos controladores em 2020

A CVC Brasil registrou prejuízo líquido atribuído aos controladores de R$ 1,2 bilhão em 2020, ante perda de R$ 3 milhões em 2019.

receita líquida somou R$ 624,8 milhões no ano, recuo de 63% na comparação com o ano anterior.

No acumulado do ano, a empresa realizou o embarque de 5,9 milhões de pessoas, contra 12,6 milhões no ano de 2019, “mostrando o impacto causado pela pandemia da covid-19”, afirmou.

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