Petrobras registra alta de 35% nas vendas de Diesel, avanço de 17%

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A Petrobras registrou no mês de março uma alta de 35% nas vendas totais de diesel em relação ao mesmo mês de 2020, para 791 mil barris por dia (bpd). Em relação a 2019, o avanço foi de 17%.

O comunicado foi feito pela estatal (BOV:PETR3) (BOV:PETR4) nesta quinta-feira (01).

Também em março de 2021, a Petrobras superou o recorde de vendas de Diesel S-10, com baixo teor de enxofre, alcançando a marca de 416 mil bpd. Este valor supera em 2% o recorde anterior de 407 mil bpd, registrado em outubro de 2020.

No mês de março, apesar de 3 paradas obrigatórias de refinarias para manutenção, o parque de refino da Petrobras atingiu um fator de utilização de 80,2%, contribuindo decisivamente para estes resultados.

O recorde das vendas do Diesel S-10 e o crescimento das vendas totais de Diesel refletem as ações comerciais e operacionais implementadas pela companhia com o objetivo de mitigar os efeitos da pandemia da Covid-19 sobre a demanda de combustíveis e os esforços bem-sucedidos de ampliar a oferta do produto com menor teor de enxofre, em substituição ao Diesel S-500.

Segundo a Petrobras, a empresa optou por adotar postura mais cautelosa em janeiro de 2021 e acelerou os reajustes de preços de combustível em fevereiro de 2021, quando a companhia ficou convicta de que os preços do petróleo e dos combustíveis se estabilizariam em patamar mais elevado do que de dezembro de 2020.

Os reajustes foram aplicados antes e depois de ser comunicada a substituição do presidente Roberto Castello Branco.

De 1º de janeiro a 19 de fevereiro de 2021, quando no final do dia foi anunciada a substituição do presidente Roberto Castello Branco, foram aplicados quatro reajustes no preço da gasolina, três reajustes no preço do diesel e dois reajustes no GLP. Neste período, a gasolina subiu 34,9%, o diesel 27,5% e o GLP 11,3%.

VISÃO DO MERCADO

Guide Investimentos 

Os dados confirmam o bom desempenho da companhia sobre a gestão Castello Branco que se encerra nos próximos dias. A produtividade da companhia segue em patamares elevados, com os volumes de produção crescendo, mesmo com a venda de ativos não estratégicos. Em todo caso ainda seguimos com uma visão Neutra em relação a PETR4/PETR3 em função das incertezas em torno do rumo da estatal sob a nova administração do General Silva e Luna.

Lucro líquido de R$ 7,1 bilhões em 2020, queda de 82,3%.

A Petrobras registrou lucro de R$ 7,1 bilhões em 2020, queda de 82,3% em relação ao montante de 2019. A redução foi atribuída a alguns fatores como a queda de 35% do preço do petróleo, maiores perdas de valor de ativos, menores ganhos com desinvestimentos e desvalorização de 31% do dólar frente ao real.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou em sua provável última Carta do Presidente na divulgação do resultado do exercício de 2020, que entregou a recuperação em “J” que havia prometido, e que a empresa teve um desempenho excepcional em 2020, apesar do ambiente desafiador da pandemia de covid-19.

4T20

A Petrobras fechou o quarto trimestre de 2020 com lucro de R$ 59,89 bilhões, resultado 634,6% superior ao de igual período de 2019, quando a empresa teve lucro de R$ 8,15 bilhões.

Na divulgação dos resultados, a empresa afirmou que contribuiu para o lucro a reversão de “impairment” em R$ 31 bilhões, ganhos cambiais de R$ 20 bilhões e reversão de gastos passados do plano de saúde AMS, em R$ 13,1 bilhões, decorrente da revisão de obrigações futuras da empresa.

O lucro Ebitda ajustado somou R$ 47 bilhões entre outubro e dezembro, alta de 28,8% ante o mesmo período de 2019. A receita líquida do quarto trimestre somou R$ 75 bilhões, queda de 8,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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