Problema de produção da Boeing faz com que a Southwest retire alguns jatos 737 Max do cronograma

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Na sexta-feira (09), a Boeing (NYSE:BA) pediu a alguns operadores de seu jato 737 Max para consertar um possível problema de produção relacionado a um sistema de energia elétrica na aeronave, o que levou a Southwest Airlines (NYSE:LUV) a remover 30 jatos Max de seu cronograma.

A Boeing disse em um comunicado que deseja que 16 de seus clientes verifiquem “se existe um caminho de aterramento suficiente para um componente do sistema de energia elétrica”.

O 737 Max voltou ao serviço em novembro, após uma proibição de segurança de 20 meses que foi desencadeada por dois acidentes fatais que mataram 346 pessoas.

Uma porta-voz da Boeing disse por e-mail que este problema não estava relacionado a um sistema de segurança chave chamado MCAS, que levou a um aterramento de segurança mais amplo.

“Estamos trabalhando em estreita colaboração com a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos nessa questão de produção”, disse a empresa em um comunicado na sexta-feira.

“Também estamos informando nossos clientes sobre números de cauda específicos afetados e forneceremos orientações sobre as ações corretivas apropriadas”.

A Southwest Airlines (BOV:S1OU34) disse que 30 de suas 58 aeronaves 737 Max 8 foram afetadas pela notificação da Boeing. A companhia aérea trocará todos os voos previamente agendados com a aeronave por outros aviões de sua frota.

Defeitos de produção com os aviões 787 Dreamliner maiores da Boeing também geraram uma ampla revisão pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, que no mês passado decidiu lidar de forma independente com as verificações finais de pré-entrega de quatro jatos 787.

A Boeing foi forçada a interromper as entregas dos jatos 787 por vários meses devido a problemas de produção e só as retomou no mês passado.

A Boeing também é negociada na B3 através da BDR (BOV:BOEI34).

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