Petróleo fecha em alta com otimismo de crescimento da demanda dos EUA e Europa

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Os preços do petróleo subiram nesta terça-feira, depois que mais estados dos EUA reduziram os bloqueios e a União Europeia procurou atrair viajantes, embora os casos de COVID-19 crescentes na Índia tenham limitado os ganhos.

Os futuros do petróleo Brent subiram +1,95%, a US$ 68,88 o barril. Os futuros do petróleo US West Texas Intermediate (WTI) fecharam em +1,86%, a US$ 65,69 por barril. Ambos os contratos subiram cerca de 2% no comércio anterior.

Os preços estão sendo apoiados pela perspectiva de um aumento na demanda por combustível, já que os estados de Nova York, Nova Jersey e Connecticut procuram amenizar a pandemia e os planos da UE de se abrir para visitantes estrangeiros que foram vacinados, disseram analistas.

“A força atual é liderada pela gasolina dos EUA, onde a demanda é vista como saudável à medida que mais motoristas pegam as estradas”, disse Tamas Varga, analista da PVM Oil Associates.

“A força do mercado de ações de ontem está sendo acompanhada esta manhã no mercado de petróleo… o mercado se concentra no lançamento bem-sucedido de programas de vacinas nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos e não na devastação na Índia e no Brasil.”

Para mais sinais de aumento da demanda de petróleo dos EUA, os comerciantes estarão atentos aos relatórios sobre os estoques de petróleo e produtos do American Petroleum Institute nesta terça-feira e da Administração de Informação de Energia dos EUA na quarta-feira.

A taxa de utilização da refinaria deve ter aumentado 0,5 ponto percentual na semana passada, de 85,4% da capacidade total na semana encerrada em 23 de abril, mostrou a pesquisa.

Um dólar mais fraco, atingido por uma desaceleração inesperada no crescimento industrial dos EUA, também ajudou a sustentar os preços do petróleo na terça-feira. O dólar mais baixo torna o petróleo mais atraente para os compradores que possuem outras moedas.

Na Índia, o número total de infecções subiu para quase 20 milhões depois que o país registrou mais de 300.000 novos casos pelo 12º dia consecutivo, o que deve atingir a demanda de combustível no país mais populoso do mundo, atrás da China.

(Com informações da Reuters e CNBC)

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