Petróleo fecha em alta com dados econômicos dos EUA

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Os preços do petróleo subiram nesta quinta-feira, impulsionados pelos fortes dados econômicos dos EUA que compensam as preocupações dos investidores sobre o potencial de aumento da oferta iraniana.

Com a fraqueza do dólar (DXY a -0,10% na altura do fechamento), a commodity ganhou força e o o tipo Brent para agosto fechou em alta de 0,68%, a US$ 69,20 o barril na Ice; o WTI para julho subiu 0,97% no fechamento, a US$ 66,85 o barril na Nymex.

O número de americanos entrando com novos pedidos de seguro-desemprego caiu mais do que o esperado na semana passada, de acordo com dados do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.

A economia dos EUA, que no primeiro trimestre atingiu o segundo ritmo de crescimento mais rápido desde o terceiro trimestre de 2003, está ganhando impulso, com outros dados divulgados na quinta-feira mostrando que os gastos das empresas com equipamentos aceleraram em abril.

“Isso nos deu mais uma atitude de risco sobre os mercados”, disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group em Chicago. “Estamos voltando a focar na oferta e na demanda.”

A perspectiva de reentrada do abastecimento iraniano no mercado pressionou os preços. O Irã e as potências globais vêm negociando desde abril para definir como Teerã e Washington devem garantir o levantamento das sanções ao Irã, incluindo seu setor de energia, em troca do cumprimento iraniano das restrições ao seu trabalho nuclear.

Essas conversas serão um tema importante para uma reunião de 1º de junho da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, um grupo conhecido como OPEP +. As produtoras terão que avaliar se mudarão os planos para reduzir as restrições à produção contra a perspectiva de oferta adicional iraniana.

Analistas disseram que qualquer aumento na oferta do Irã seria gradual, com o JP Morgan estimando que o Irã poderia adicionar 500.000 barris por dia (bpd) até o final deste ano e mais 500.000 bpd até agosto de 2022.

As preocupações também permanecem sobre a demanda na Índia, o terceiro maior consumidor de petróleo do mundo.

(Com informações do TC e BDM)

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