Paranapanema assina memorando de entendimentos para renegociar dívidas com seus principais credores

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A Paranapanema celebrou documento denominado “Memorando de Entendimentos Não Vinculante para a Renegociação de Dívidas da Paranapanema  e Outras Avenças” juntamente com seus principais credores financeiros , essencialmente os mesmos que participaram do processo de renegociação em 2017, formalizando entendimentos não vinculantes com relação ao novo processo de renegociação das dívidas da Companhia perante os Credores Aderentes, cujo montante do principal em 31 de março de 2021 corresponde ao valor de US$ 481,7 Milhões.

O fato relevante foi feito pela empresa (BOV:PMAM3),  nesta quinta-feira (20).

Apenas um credor que participou da renegociação em 2017 não firmou o Memorando, em virtude do encerramento iminente de suas operações no Brasil. Por meio do Memorando, a Companhia e os Credores Aderentes se comprometeram a envidar seus melhores esforços para renegociar, de boa-fé, os termos e condições de pagamento das respectivas dívidas financeiras, as quais, em 31 de março de 2021, representam cerca de 91,6% do total das dívidas da Companhia.

A Companhia espera que, ao término da renegociação em curso, sejam celebrados contratos definitivos com condições para fortalecer e readequar a sua estrutura de capital.

A celebração dos contratos definitivos está sujeita a determinadas condições suspensivas, incluindo a obtenção de aprovações internas dos Credores Aderentes, e a anuência do credor não signatário do Memorando.

A atual renegociação abrange a alteração de determinadas condições das dívidas sujeitas ao Memorando, assim como a monetização de ativos não operacionais da Companhia.

Referidas condições deverão constar nos contratos definitivos mencionados acima.

A Companhia manterá o mercado informado sobre a celebração dos contratos definitivos, se for o caso

Paranapanema (PMAM3): prejuízo líquido de R$ 402 milhões no 1T21; Às vésperas de acordo, ação sobe 150%

A produtora de cobre Paranapanema teve prejuízo líquido de R$ 402,3 milhões no primeiro trimestre de 2021, uma redução de 29% sobre o prejuízo líquido de RS 569,7 milhões que registrou no mesmo período de 2020.

receita líquida foi de R$ 1,3 bilhão, crescimento de 44% na comparação anual.

Ebitda – juros, impostos, depreciação e amortização – ficou negativo em R$ 83,3 milhões, ante o Ebitda negativo de R$ 24,29 milhões registrado no primeiro trimestre de 2020.

A Paranapanema deve assinar nos próximos dias um memorando de entendimentos com 9 instituições financeiras para reestruturar cerca de 3 bilhões de reais em dívidas, segundo fontes a par do assunto contaram ao Radar Econômico.

O acerto prevê alongamento de prazo e carência para o pagamento da dívida, que já venceu no ano passado. Mas antes mesmo do anúncio oficial, os papéis da empresa dispararam na bolsa de valores. Nos últimos 20 dias, a ação subiu 150%, o que foi considerado um movimento atípico para uma empresa que está em default com seus credores, com um prejuízo anual de mais de R$ 820 milhões e patrimônio líquido negativo. Só no pregão desta quinta-feira, a alta da Paranapanema na bolsa superou 15%, antes da divulgação dos resultados do primeiro trimestre do ano.

A empresa é a maior produtora brasileira não-integrada de cobre refinado, vergalhões, laminados, barras, tubos, conexões e suas ligas, e pode se aproveitar de um movimento de recuperação do setor da construção civil, o que foi levado em conta pelos seus credores na renegociação.

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