Trabalhadores da Pbio vão entrar em greve por tempo indeterminado, diz FUP

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou que, a partir das 7h de amanhã (20), os trabalhadores da Petrobras Biocombustível (PBio) vão entrar em greve, por tempo indeterminado, exigindo a manutenção dos empregos dos petroleiros da subsidiária, que está em processo final de privatização pela Petrobras.

A estatal anunciou a venda de 100% das ações da Pbio em julho do ano passado, incluindo três usinas de biodiesel, mas deixando de fora as participações societárias da Pbio na BSBios – vendida separadamente em fevereiro deste ano -, de 50%, e na Bambuí Energia, de 8,4%, também já vendida pela estatal por R$ 1.

Os trabalhadores da PBio reivindicam transferência para outras unidades da Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4). A PBio, fundada em 2008, uma das maiores produtoras de biodiesel do País, tem atualmente cerca de 150 trabalhadores.

Segundo a FUP, a greve da PBio vai paralisar as atividades nas usinas de biocombustíveis de Candeias, na Bahia, e de Montes Claros, em Minas Gerais, além da sede da subsidiária, localizada no Rio de Janeiro. A usina de Quixadá, no Ceará, que também foi colocada à venda como as outras unidades, está desativada (em hibernação).

“A greve reivindica a manutenção dos empregos dos trabalhadores concursados da PBio, que ouviram, em 2019, a falsa promessa de que seriam realocados a outras áreas do Sistema Petrobras em caso de venda da holding”, ressaltou o coordenador do Sindipetro Minas Gerais, Alexandre Finamori.

Segundo o sindicalista, a greve foi o último recurso depois que a gestão anterior da Petrobras, do ex-presidente Roberto Castello Branco, se negou a garantir os empregos.

“Os trabalhadores, a FUP e os Sindipetros buscam reabrir as negociações com a nova diretoria da estatal para que seja revisto o envio desses empregados para a sumária demissão pela nova empresa. O objetivo é mudar o modelo de venda, para que os trabalhadores permaneçam no Sistema Petrobras”, informou Finamori.

Outra preocupação do movimento sindical se refere aos trabalhadores terceirizados, que teriam sido prejudicados com o desmonte e privatização das unidades da Petrobras. Centenas de terceirizados já foram demitidos e enfrentam dificuldade para retornar ao mercado de trabalho.

Lucro líquido de R$ 1,17 bilhão no 1T21, revertendo prejuízo

lucro líquido aos acionistas da Petrobras somou R$ 1,17 bilhão no primeiro trimestre, após prejuízo um ano antes. O resultado foi R$ 58,7 bilhões inferior ao quarto trimestre do ano passado, refletindo o impacto da variação cambial no resultado financeiro devido à desvalorização do real frente ao dólar e às reversões de impairment e dos gastos passados com o plano de saúde, ambos ocorridos no trimestre anterior.

receita líquida cresceu 14,2%, para R$ 86,17 bilhões, em base de comparação anual e foi 4,9% superior ao quarto trimestre, devido, principalmente, à valorização de 38% nos preços do Brent.

O lucro recorrente, que desconta dos resultados eventos que melhoraram ou pioraram o resultado da empresa e não devem se repetir em outros períodos, somou R$ 1,45 bilhão, impactado pelo efeito da depreciação do real sobre a dívida.

ebitda  – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – somou R$ 49,53 bilhões, após resultado negativo de R$ 29,682 bilhões no primeiro trimestre de 2020. Em termos ajustados – que excluem da conta participações em investimentos, reavaliações nos preços de ativos, resultados com desinvestimentos e realização dos resultados por venda de participação societária -, o ebitda aumentou 30,5%, para R$ 48,949 bilhões.

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