Cade aprova a venda de três usinas termelétricas da Petrobras para a SFE, subsidiária da Global Participações em Energia

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A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a venda de três usinas termelétricas da Petrobras localizadas no Polo Camaçari para a São Francisco Energia (SFE), subsidiária da Global Participações em Energia. A decisão está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 10.

A operação abrange ativos, direitos e licenças que compõem as térmicas Arembepe, Bahia 1 e Muricy, situadas no município de Camaçari, no Estado da Bahia. O contrato, no valor de R$ 95 milhões, foi anunciado em maio pelas empresas.

Juntas, as usinas do Polo Camaçari têm potência total instalada de 329 MW. Elas operam com óleo combustível e têm contratos de comercialização de energia no ambiente regulado com vigência até dezembro de 2023, no caso das UTEs Arembepe e Muricy, e até dezembro de 2025 para a UTE Bahia 1.

Conforme disseram as empresas ao Cade, para a SFE, “a operação representa uma boa oportunidade de expandir a sua atuação no setor de geração de energia elétrica, especialmente na modalidade termelétrica. Para a Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4), a operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas”.

Além do Cade, a transação também está sujeita à aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Lucro líquido de R$ 1,17 bilhão no 1T21, revertendo prejuízo

lucro líquido aos acionistas da Petrobras somou R$ 1,17 bilhão no primeiro trimestre, após prejuízo um ano antes. O resultado foi R$ 58,7 bilhões inferior ao quarto trimestre do ano passado, refletindo o impacto da variação cambial no resultado financeiro devido à desvalorização do real frente ao dólar e às reversões de impairment e dos gastos passados com o plano de saúde, ambos ocorridos no trimestre anterior.

receita líquida cresceu 14,2%, para R$ 86,17 bilhões, em base de comparação anual e foi 4,9% superior ao quarto trimestre, devido, principalmente, à valorização de 38% nos preços do Brent.

O lucro recorrente, que desconta dos resultados eventos que melhoraram ou pioraram o resultado da empresa e não devem se repetir em outros períodos, somou R$ 1,45 bilhão, impactado pelo efeito da depreciação do real sobre a dívida.

ebitda  – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – somou R$ 49,53 bilhões, após resultado negativo de R$ 29,682 bilhões no primeiro trimestre de 2020. Em termos ajustados – que excluem da conta participações em investimentos, reavaliações nos preços de ativos, resultados com desinvestimentos e realização dos resultados por venda de participação societária -, o ebitda aumentou 30,5%, para R$ 48,949 bilhões.

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