Minerva compra 369 mil certificados I-REC para atestar uso de fontes renováveis em 100% de suas operações

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A Minerva Foods (BOV:BEEF3) comprou mais de 369 mil certificados internacionais de energia renovável (I-REC) para atestar o uso de fontes renováveis em 100% das suas operações, informou a empresa. A iniciativa faz parte de um esforço para zerar o saldo de emissão de carbono das suas operações até 2035, conforme anúncio feito em meados de abril. Com a aquisição das certificações, a empresa comprova que é a primeira do setor a ter emissões líquidas zero no escopo 2, que compreende as emissões indiretas oriundas da compra de energia de fornecedores.

A companhia já havia atingido essa meta no ano passado, quando anunciou que toda a sua matriz energética tinha se tornado carbono neutro. Depois disso, assumiu o compromisso de reduzir em 30% a intensidade das emissões de gases do efeito estufa também no escopo 1 (emissões diretas de recursos próprios e controlados pela empresa) até 2030. A perspectiva é investir até R$ 1,5 bilhão em projetos que reduzirão as emissões em toda a cadeia produtiva nos próximos anos.

Os certificados são conhecidos como REC’s e são utilizados como uma forma de comprovar a origem da energia utilizada pela empresa. Isso ocorre por meio de uma plataforma global chamada International REC Standard (I-REC), que rastreia os atributos ambientais de energia e permite a comercialização das certificações, com cada uma sendo equivalente a um megawatt-hora de eletricidade consumido pela empresa. É assim que a Minerva pretende garantir o cumprimento dessa meta de sustentabilidade.

Em nota, o diretor de Sustentabilidade da Minerva Foods, Taciano Custódio, comenta que o sistema rastreia os megawatts-hora consumidos e garante que eles são provenientes de uma fonte renovável. “Com isso, viabilizamos uma nova forma de comprovar a rastreabilidade da energia que estamos consumindo”, afirma.

Minerva (BEEF3): lucro líquido de R$ 259,5 milhões no primeiro trimestre, contornando o impacto negativo da disparada do boi gordo no Brasil

Minerva Foods registrou lucro líquido de R$ 259,5 milhões no primeiro trimestre do ano, uma redução de 4,3% ante o mesmo período de 2020, contornando o impacto negativo da disparada do boi gordo no Brasil.

A receita líquida somou R$ 5,8 bilhões, uma expansão de 39,3% sobre o mesmo período do ano passado e de 1,8% na comparação com o quarto trimestre de 2020.

Na exportação, a receita cresceu 42%, para R$ 4,1 bilhões. A demanda aquecida, especialmente no Sudeste Asiático, beneficia os frigoríficos exportadores. Conforme o presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, a queda da produção na Austrália ajudou – os abates no país, um importante concorrente no mercado internacional, estão no menor patamar em 36 anos, afirmou o empresário.

Operacionalmente, a Minerva mostrou a redução do peso relativo do Brasil para o negócio. Pela primeira vez, a Athena Foods – subsidiária que reúne os frigoríficos na Argentina, Uruguai, Paraguai e Colômbia – foi a principal divisão, respondendo por 50% da receita. A operação brasileira ficou com 44% e o restante vem da área de trading.

Já o Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações – foi de R$ 484,9 milhões, o que representa um crescimento de 27,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Houve um recuo de 21,4% na comparação trimestral. A expectativa dos analistas para o Ebitda do frigorífico era que o indicador ficasse em R$ 409 milhões.

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