Petrobras: gasolina vendida nas refinarias vai ficar 2% mais barato

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O litro da gasolina vendido nas refinarias da Petrobras vai ficar 2% mais barato (- R$ 0,05) a partir do sábado, 12, conforme a empresa. A revisão foi anunciada nesta sexta-feira, 11, aos clientes. Com isso, o valor do litro passa de R$ 2,58 para R$ 2,53.

De acordo com a StoneX, com essa redução, o preço da Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4) está abaixo do mercado internacional e não há oportunidade para outras empresas importarem o combustível.

A estatal utiliza a política de paridade internacional (PPI), na qual acompanha as variações do brent, negociado em Londres, o câmbio e os custos logísticos. Com isso, tende a se aproximar dos valores praticados pela concorrência, que traz os combustíveis de outros países para vender no Brasil.

“O câmbio disparou hoje e a gasolina está bem estável no mercado internacional. Era para a Petrobras aumentar o preço”, afirmou Thadeu Silva, especialista de petróleo da consultoria.

Em nota, a Petrobras afirmou que busca evitar o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais. “Nossos preços seguem buscando o equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor dos produtos e da taxa de câmbio, para cima e para baixo”, afirma.

Em seguida, diz que os reajustes são realizados a qualquer tempo, sem periodicidade definida, de acordo com as condições de mercado e da análise do ambiente externo. “Isso possibilita a companhia competir de maneira mais eficiente e flexível”, complementa.

Lucro líquido de R$ 1,17 bilhão no 1T21, revertendo prejuízo

lucro líquido aos acionistas da Petrobras somou R$ 1,17 bilhão no primeiro trimestre, após prejuízo um ano antes. O resultado foi R$ 58,7 bilhões inferior ao quarto trimestre do ano passado, refletindo o impacto da variação cambial no resultado financeiro devido à desvalorização do real frente ao dólar e às reversões de impairment e dos gastos passados com o plano de saúde, ambos ocorridos no trimestre anterior.

receita líquida cresceu 14,2%, para R$ 86,17 bilhões, em base de comparação anual e foi 4,9% superior ao quarto trimestre, devido, principalmente, à valorização de 38% nos preços do Brent.

O lucro recorrente, que desconta dos resultados eventos que melhoraram ou pioraram o resultado da empresa e não devem se repetir em outros períodos, somou R$ 1,45 bilhão, impactado pelo efeito da depreciação do real sobre a dívida.

ebitda  – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – somou R$ 49,53 bilhões, após resultado negativo de R$ 29,682 bilhões no primeiro trimestre de 2020. Em termos ajustados – que excluem da conta participações em investimentos, reavaliações nos preços de ativos, resultados com desinvestimentos e realização dos resultados por venda de participação societária -, o ebitda aumentou 30,5%, para R$ 48,949 bilhões.

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