Confira os Indicadores Econômicos desta quarta-feira (28/07/2021) - Operações de Crédito, Dívida pública, Federal Reserve, FOMC…

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Confira os principais indicadores econômicos de hoje, em destaque o Federal Reserve manteve nesta quarta-feria sua taxa básica de juros perto de zero e disse que a economia continua a progredir, apesar das preocupações com a propagação da pandemia.

Brasil

  • Fluxo cambial até o dia 23 de julho ficou negativo em US$ 785 milhões

O saldo entre a entrada e a saída de dólares no País ficou negativo em US$ 785 milhões em julho até o dia 23, refletindo superávit comercial de US$ 2,173 bilhões e de fluxo financeiro negativo em US$ 2,958 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC).

O saldo da balança comercial corresponde a exportações de US$ 14,586 bilhões e a importações de US$ 12,412 bilhões. O saldo do fluxo financeiro é resultado de US$ 30,506 bilhões em compras e de US$ 33,464 bilhões em vendas na moeda estrangeira.

Na semana terminada no dia 23 de julho, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 302 milhões, enquanto na semana anterior ficou negativo em US$ 1,894 bilhão.

  • BB: Saldo das operações de crédito totalizou R$4,2 trilhões em junho

Em junho, o crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$12,5 trilhões (156,6% do PIB), aumentando 1,1% no mês. A variação mensal refletiu crescimentos no mercado doméstico de 0,9% nos empréstimos e financiamentos e de 3,5% nos títulos de dívida. Já a dívida externa declinou 3,2% refletindo a apreciação cambial de 4,4% no mês. Na comparação interanual, o crédito ampliado cresceu 13,9%, resultado principalmente da elevação da carteira de empréstimos do SFN e de títulos públicos.

O crédito ampliado a empresas situou-se em R$4,3 trilhões (53,2% do PIB), com redução de 1,1% no mês. O declínio resultou de comportamentos diversos entre seus componentes: enquanto os empréstimos permaneceram estáveis (0,2%), o estoque de títulos cresceu 3,6% e o da dívida externa diminuiu 4,6%, em função da apreciação cambial. Em 12 meses, a variação de 5,4% refletiu principalmente o aumento de 15,5% na carteira de empréstimos e de 17,5% na de títulos no período.

O crédito ampliado às famílias totalizou R$2,6 trilhões (32,7% do PIB), com crescimento de 1,4% no mês e 16,8% em doze meses, em função do desempenho dos empréstimos e financiamentos.

  • Índice de preços ao produtor subiram 1,31% em junho

Em junho de 2021, os preços da indústria subiram 1,31% frente a maio. O acumulado no ano atingiu 19,11%, o maior para este mês na série histórica iniciada em 2014. O acumulado em 12 meses também foi recorde, chegando a 36,81%.

Em junho, 18 das 24 atividades tiveram alta de preços, contra 17 do mês anterior.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas: bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis, semiduráveis e não duráveis).

Em junho de 2021, os preços da indústria subiram 1,31% frente a maio, superando a variação entre maio e abril (0,99%). As quatro maiores variações foram nas atividades de indústrias extrativas (8,71%), produtos de metal (2,80%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,60%) e minerais não-metálicos (2,50%). As maiores influências foram: indústrias extrativas (0,60 p.p.), outros produtos químicos (0,19 p.p.), produtos de metal (0,08 p.p.) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (0,07 p.p.).

  • Índice de confiança da indústria sobe 0,8 ponto em julho, mas otimismo das empresas desacelera

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) do FGV IBRE subiu 0,8 ponto em julho para 108,4 pontos, maior valor desde janeiro (111,3 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 1,6 ponto.

O resultado do mês é influenciado por uma acomodação da situação atual e melhora do otimismo em relação aos próximos meses. Após cinco quedas consecutivas, o Índice Situação Atual (ISA) subiu pela segunda vez variando 0,5 ponto, para 111,8 pontos. O Índice de Expectativas (IE) subiu 0,9 ponto para 104,9 pontos, o terceiro mês de alta consecutiva. Ambos retornam ao patamar de janeiro desse ano.

Entre os quesitos que compõem o ISA, apenas nível de estoques subiu 7,7 pontos, para 114,4 pontos, maior nível desde março de 2021. Os indicadores para demanda total e situação atual dos negócios caíram ambos 3,2 pontos, para 110,4 e 109,3 pontos, respectivamente.

  • Dívida pública federal cresceu 3,07% em junho, informa Tesouro

A dívida pública federal cresceu 3,07% em junho sobre o mês anterior para 5,330 trilhões de reais, mostraram dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira.

No período, a dívida pública interna cresceu 3,29%, a 5,103 bilhões de reais, sob o impacto de uma emissão líquida de 133,43 bilhões de reais. Já o estoque da dívida pública externa caiu 1,77%, a 226,67 bilhões de reais.

Europa

  • Índice de confiança do consumidor da Alemanha para agosto caiu -0,3 pontos

O índice de confiança do consumidor da Alemanha para agosto ficou em para -0,3 pontos, mesma pontuação de julho e o maior nível desde agosto de 2020, segundo o instituto de estudos econômicos GfK. O relatório indica que as expectativas econômicas e de renda mostraram perdas modestas, enquanto a propensão a comprar voltou a aumentar levemente.

O índice de confiança está relacionado ao próximo mês, mas seus três subíndices referem-se ao mês atual. O subcomponente de expectativas econômicas caiu de 58,4 pontos em junho para 54,6 pontos em julho. O subíndice de expectativas de renda recuou de 34,1 pontos para 29,0 pontos e o indicador de intenção de compra dos consumidores teve alta de 13,4 pontos para 14,8 pontos.

Estados Unidos

  • Estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram em 4,1 milhões de barris

Os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram em 4,1 milhões de barris, ou 0,9%, na semana encerrada em 23 de julho, para 435,6 milhões de barris. Analistas previam queda de 2,2 milhões de barris.

Os estoques de gasolina recuaram em 2,3 milhões de barris, ou 1,0%, para 234,2 milhões de barris. Os estoques de outros derivados baixaram em 3,1 milhões de barris, ou 2,2%, para 137,9 milhões de barris. A produção doméstica de petróleo dos Estados Unidos, por sua vez, ficou estável em 11,4 milhões de barris por dia (bpd).

A previsão para os estoques de gasolina era de queda de 1,0 milhão de barris, enquanto para os outros derivados, que incluem óleo diesel, a expectativa era de queda em 400 mil barris.

  • Fed manteve taxa básica de juros perto de zero e disse que a economia continua a progredir

O Federal Reserve manteve nesta quarta-feria sua taxa básica de juros perto de zero e disse que a economia continua a progredir, apesar das preocupações com a propagação da pandemia.

Como esperado, o Federal Open Market Committee concluiu sua reunião de dois dias mantendo as taxas de juros em uma faixa-alvo próxima a zero. Junto com isso, o comitê reiterou sua visão de que a economia continua a “se fortalecer”.

“Os setores mais afetados pela pandemia mostraram melhorias, mas não se recuperaram totalmente”, disse o comunicado pós-reunião. “A inflação subiu, refletindo em grande parte fatores transitórios. As condições financeiras gerais permanecem acomodatícias, em parte refletindo medidas de política para apoiar a economia e o fluxo de crédito para famílias e empresas dos EUA. ”

O comunicado reconheceu que a economia fez “progresso” em direção às metas do Fed, embora continue com as compras mensais de títulos.

  • Veja a íntegra do comunicado divulgado pelo Fomc

Veja abaixo a íntegra do comunicado divulgado pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve:

“O Federal Reserve está comprometido em usar toda a sua série de ferramentas para apoiar a economia dos Estados Unidos neste momento desafiador, promovendo assim os objetivos de máximo emprego e de estabilidade de preços.

“Com o progresso nas vacinações e um forte apoio político, os indicadores de atividade econômica e de emprego continuaram a se fortalecer. Os setores mais afetados pela pandemia mostraram melhorias, mas não se recuperaram totalmente. A inflação acelerou, refletindo em grande parte fatores transitórios. No geral, as condições financeiras permanecem acomodatícias, em parte refletindo medidas para apoiar a economia e o fluxo de crédito para famílias e empresas dos Estados Unidos

  • Aumento de juros está distante, mas compra de ativos é avaliada, diz Jerome Powell

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, descartou um aumento da taxa de juros nos Estados Unidos mesmo com a aceleração da inflação prevista para continuar nos próximos meses, mas sinalizou que a redução da compra de ativos pode estar mais próxima.

“O progresso substancial na direção das metas está sendo avaliado reunião a reunião e, com ele, a possibilidade de redução das compras de ativos está sendo discutida. Não só a redução das compras como a sua composição”, disse ele em entrevista coletiva. “Mas ainda estamos longe de elevar os juros, já que consideramos que a inflação mais alta é transitória”, acrescentou.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) manteve hoje a taxa de juros na faixa entre zero e 0,25% ao ano e seguiu com as compras de ativos em US$ 120 bilhões, sendo US$ 80 bilhões em títulos do Tesouro e US$ 40 bilhões em títulos lastreados em hipotecas.

Na decisão, o Fomc indicou que, até ver progressos substanciais na direção do pleno emprego e da inflação em 2%, a política monetária seguirá acomodatícia nos Estados Unidos.

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