Confira os Indicadores Econômicos desta sexta-feira (02/07/2021) - Payroll, IPC-Fipe, Balança Comercial…

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Confira os principais indicadores econômicos de hoje, em destaque o crescimento do emprego nos Estados Unidos saltou mais alto em junho, à medida que as empresas procuravam acompanhar a rápida recuperação da economia dos EUA, informou o Departamento do Trabalho na sexta-feira.

Brasil

  • Venda de veículos novos cai 7,5% em abril ante março, diz Fenabrave

As vendas de motos no Brasil tiveram crescimento de 16,6% em maio, na comparação com abril, informou nesta quarta-feira, 2, a Fenabrave, entidade que representa as concessionárias. No total, 110,4 mil unidades foram vendidas, 278% a mais do que em maio de 2020, quando a crise sanitária estava começando no Brasil, levando ao fechamento de revendas.

Com o resultado, o total de motos vendidas desde o início do ano chegou a 410,7 mil unidades, alta de 34,9%.
A Honda, líder com folga do mercado, respondeu por 74,7% desse total, seguida por Yamaha (19%).

Ao comentar o balanço de maio, o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, afirma que a demanda por motocicletas segue aquecida, porém ainda há reflexos dos problemas da indústria para regularizar a produção. Alguns modelos, conforme Alarico, estão com entrega programada para 40 dias. No entanto, aos poucos, o mercado está se ajustando, pondera o executivo.

  • Após três meses de queda, produção industrial cresce 1,4% em maio

A produção industrial cresceu 1,4% na passagem de abril para maio, após três meses consecutivos de queda. Nesse período, houve perda acumulada de 4,7%. Com o resultado de maio, a indústria chega ao mesmo patamar de fevereiro de 2020, no cenário pré-pandemia. Apesar do avanço, o setor ainda se encontra 16,7% abaixo do nível recorde, registrado em maio de 2011.

Produtos alimentícios (2,9%), coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (3,0%) e indústrias extrativas (2,0%) puxaram a alta no mês. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (2) pelo IBGE. O setor acumulou ganho de 13,1% no ano e de 4,9% nos últimos 12 meses.

O gerente da pesquisa, André Macedo, ressalta que o resultado positivo de maio não significa uma reversão do saldo negativo acumulado nos meses de fevereiro, março e abril. “Há uma volta ao campo positivo, mas está longe de recuperar essa perda recente que o setor industrial teve. Muito desse comportamento de predominância negativa nos últimos meses tem uma relação direta com o recrudescimento da pandemia, no início de 2021, que trouxe um desarranjo para as cadeias produtivas”, explica.

  • IPC-Fipe encerrou o mês de junho com alta de 0,81%

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo encerrou junho com alta de 0,81%, depois de ter subdo 0,41% em maio, sob pressão dos custos de Habitação.

Os dados divulgados nesta sexta-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram que os preços de grupo Habitação subiram 1,27% em junho, de alta de 0,59% no mês anterior, exercendo o maior peso sobre o índice do mês.

Também pesaram com força as altas de Transportes e Despesas Pessoais em junho, respectivamente de 1,11% e 0,99%. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

Europa

  • Índice de preços ao produtor na zona do euro subiu 1,3% em maio

O índice de preços ao produtor dos países que compõem a zona do euro subiu 1,3% em maio na comparação com o mês anterior, depois da alta de 0,9% em abril. As informações são da agência de estatísticas da União Europeia (Eurostat). Na comparação com maio de 2020, houve avanço de 9,6%.

Entre os componentes do índice, os preços de energia subiram 2,1% na comparação mensal e avançaram 25,1% em base anual.

Ao desconsiderar este item, o índice de preços aumentou 0,9% na comparação mensal e subiu 4,9% em termos anuais. Na União Europeia, os preços ao produtor tiveram alta de 1,4% em maio ante abril e avançaram 9,6% ante maio de 2020.

  • Vendas no varejo da Alemanha caíram 2,4% em maio

As vendas no varejo da Alemanha caíram 2,4% em maio na comparação com o mesmo mês do ano anterior em termos reais – ou seja, descontando o efeito da inflação -, segundo dados do departamento de estatísticas do país. Em termos nominais, houve queda de 0,6%.

Na comparação de maio com abril, considerando ajustes para efeitos sazonais e de calendário, as vendas no varejo subiram 4,2% em termos reais e 4,5% em termos nominais.

O avanço em base mensal “se deve ao declínio da incidência do novo coronavírus em toda a Alemanha e, consequentemente, à flexibilização das restrições do freio de emergência federal”, de acordo com o departamento de estatísticas.

Estados Unidos

  • Balança comercial dos EUA registrou déficit de US$ 71,2 bilhões em maio

A balança comercial dos Estados Unidos registrou déficit de US$ 71,2 bilhões em maio, após apresentar saldo negativo de US$ US$ 68,9 bilhões em abril, segundo o Departamento do Comércio do país. Os analistas esperavam déficit de US$ 71,4 bilhões em maio.

As exportações somaram US$ 206,0 bilhões em maio, o que representa uma alta de 0,64% em relação a abril e de 41,0% ante maio do ano passado. As importações atingiram US$ 277,3 bilhões, um avanço de 1,3% em termos mensais e um crescimento de 37,9% em base anual.

O déficit comercial norte-americano com a China – que tem o maior volume de comércio com os Estados Unidos – foi de US$ 26,321 bilhões em maio, o que representa uma alta de 1,9% em relação a abril e uma queda de 2,1% na comparação com maio de 2020.

  • Payroll: EUA adicionam 850.000 empregos em junho, melhor do que o esperado

O crescimento do emprego saltou mais alto em junho, à medida que as empresas procuravam acompanhar a rápida recuperação da economia dos EUA, informou o Departamento do Trabalho na sexta-feira.

As folhas de pagamento não agrícolas aumentaram 850.000 no mês, em comparação com a estimativa do Dow Jones de 706.000. A taxa de desemprego, no entanto, para 5,9% contra a expectativa de 5,6%.

As contratações aceleraram conforme o segundo trimestre se transformou em um verão que verá um retorno mais próximo ao normal para os americanos mantidos em cativeiro no ano passado devido às restrições relacionadas à pandemia.

Como os dados continuam apontando para cima, os economistas estão procurando um crescimento do PIB no segundo trimestre para se aproximar de 10%, uma continuação impressionante de uma recuperação ajudada por vacinas que reduziram drasticamente as taxas de casos de Covid-19, juntamente com hospitalizações e mortes.

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