EDP Brasil (ENBR3): lucro líquido cresceu 45,2% no 2T21, para R$ 344 milhões

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A EDP Brasil reportou lucro líquido de R$ 344 milhões no segundo trimestre do ano, alta de 45,2% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, o lucro da empresa cresceu 65,3% em base anual de comparação, para R$ 840 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) chegou a R$ 799,22 milhões, o que corresponde a um crescimento de 36,3% na base anual. No critério ajustado, o indicador atingiu R$ 617,96 milhões, 18,1% superior.

receita operacional líquida subiu 32,5%, para R$ 3,95 bilhões. Excluindo receita de construção, a receita foi de R$ 3,89 bilhões, alta de 30,6%.

De acordo com o presidente da EDP Brasil, João Marques da Cruz, apesar da crise hídrica e dos efeitos que a pandemia provocou na economia, os resultados positivos foram alcançados devido às medidas que a empresa vem adotando. “Nosso resultado demonstra que tomamos as medidas certas. No segundo semestre, não haverá surpresas desagradáveis para a EDP quanto à crise hídrica”, afirmou o executivo.

No segmento de distribuição, o volume de energia distribuída aumentou 16% no trimestre, para 6.416.585 megawatts-hora (MWh), sendo a classe residencial responsável pelo consumo de 1.687.779 MWh, enquanto a industrial por 2.863.067 MWh e a comercial, por 969.395 Mwh.

No trimestre, a quantidade de novos clientes cresceu 2,5% e somou 3,6 milhões de unidades conectadas à rede da EDP.

Os resultados da Energias do Brasil – EDP (BOV:ENBR3) referente suas operações do segundo trimestre de 2021 foram divulgados no dia 27/07/2021. Confira o Press Release completo!

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A EDP Brasil considera que medidas de proteção do portfólio tomadas desde o ano passado a colocam numa situação confortável para enfrentar o cenário adverso para o resto do ano.

“A gestão do risco hídrico será um tema crítico no segundo semestre. No primeiro semestre, tivemos resultados consistentes, nossos mitigadores funcionaram, a comercializadora teve resultados bons”, disse Henrique Freire, diretor financeiro da elétrica.

De acordo com Freire, a companhia já realizou operações de hedge de energia. “Muito dessa energia foi adquirida até o fim do ano passado, com custo inferior a R$ 200 por megawatt-hora. Estamos confortáveis para enfrentar o resto do ano, apesar das condicoes mais negativas do que antecipávamos a seis meses ou um ano atrás”, acrescentou.

“Continuamos vendo outras oportunidades no mercado secundário e nos próprios leilões, no último fomos vencedores do lote no Acre e em Rondônia. Entendemos que o mercado ainda tem outras consolidações, como em Goiás, que pode talvez neste ano”, disse Luiz Otavio Assis Henriques, diretor da EDP. No caso de Goiás, o ativo que deve ir à venda é o braço de transmissão da estatal Celg.

“Teremos que fazer uma recuperação do reservatórios durante o período de chuvas, e isso quer dizer que a necessidade de hedge deverá entrar em 2022”. Henriques avaliou que o cenário hidrológico para 2022 continuará desafiador, como apontado pelas análises do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

“Entendemos que 2022 vai exigir uma extensão do despacho térmico, automaticamente [resultando em] um deslocamento de GSF [risco hidrológico] e preços naturalmente mais elevados. Mas continuamos com nossa posição de hedge, já temos hedge de 20%”.

VISÃO DO MERCADO

Ativa Investimentos 

Energias do Brasil entregou um topline superior em 17,9% às nossas expectativas diante sobretudo dos resultados de distribuição, apoiados pelo crescimento dos volumes devido à recuperação econômica e às altas temperaturas no trimestre.

Entretanto, com uma PMSO recorrente 14,5% superior YoY, o Ebitda da companhia ficou apenas em linha com nossas expectativas (-1,6%), motivo pelo qual esperamos uma recepção apenas neutra dos resultados por parte do mercado.

Ativa tem recomendação de compra com preço-alvo de R$ 21,50…

Credit Suisse

O Credit Suisse avaliou que a EDP Brasil apresentou resultados regulatórios mais fracos do que o esperado, mas ainda assim bons em uma base anual. O banco diz que os valores refletem gastos administráveis maiores e and resultados levemente mais fracos do que o esperado no braço de geração, parcialmente compensado por volumes mais fortes nas unidades de distribuição.

As receitas consolidadas cresceram 27,7% na comparação anual, o que o banco atribui a temperaturas mais altas e recuperação econômica, alocação maior sobre o setor de geração e ajustes anuais de contratos, além de receitas mais altas da unidade de Pecem, e o início da operação de novas linhas de transmissão.

Esses pontos positivos foram parcialmente ofuscados por volumes mais baixos vendidos por contratos bilaterais e unidades hídricas e atividade menor de trading, como resultado da volatilidade mais alta dos preços.

Os custos totais subiram 29,9%, patamar 9,6% superior à estimativa do Credit. As provisões para inadimplência subiram a 1,1% da receita bruta para unidade de São Paulo, e a 1% para a do Espírito Santo, frente a 0,9% para ambas no trimestre anterior. A dívida líquida atingiu R$ 7,972 bilhões, alta de 16,3% no trimestre, devido à contratação de novas dívidas.

Mirae Asset 

No geral o resultado do 2T21 ficou abaixo do esperado, por conta principalmente do segmento de Geração e do resultado financeiro. Ainda esperamos impactos negativos da atual crise hídrica junto com plano de crescimento que podem limitar o pagamento de dividendos. Lembrando que a empresa é uma das boas pagadoras de dividendos.

Mirae mantém recomendação de compra com preço alvo é de R$ 22,89…

XP Investimentos 

Temos uma visão neutra dos resultados da EDP no 2T21 dado que os números de EBITDA e Lucro vieram em linha das nossas expectativas em linha com o que os analistas Victor Burke e Maíra Maldonado esperavam.

“Ressaltamos como positivo a estratégia de sazonalização e comercialização de energia que permitiu que a companhia mitigasse integralidade os efeitos do risco hidrológico no trimestre”, diz o relatório.

O desempenho, dizem os analistas, foi uma combinação de margem de contribuição (receita menos custos de compra de energia e encargos de transmissão) e custos gerenciáveis (PMSO) em linha com o esperado.

A XP tem recomendação de compra com preço-alvo em R$ 21,00…

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters

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