Petrobras cumpre mandado de reintegração de posse de terreno em Itaguaí

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A Petrobras informou que foi cumprido, o 1º mandado de reintegração de posse de um terreno da estatal em Itaguaí, onde seria construído um polo petroquímico, mas que não saiu do papel. A operação chegou a fechar a entrada do município, no início da manhã, e teve o apoio do Batalhão de Choque e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

A Polícia Militar enfrentou a resistência dos cerca de 400 moradores da ocupação e usou bombas de efeito moral para entrar no local, batizado de “Acampamento de Refugiados Primeiro de Maio”.

A ocupação nasceu como um protesto contra a falta de moradia, de comida e de vacina contra o covid-19, mas também contra a política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras, de paridade com preços de importação. Liderado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o movimento teve o apoio da Federação Única dos Petroleiros (Fup).

De acordo com a Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4), para garantir o cumprimento da ordem judicial, a empresa forneceu álcool gel e máscara, além de transporte até três rodovias próximas ao município de Itaguaí para as pessoas expulsas do local. A empresa também informou que inda forneceu alimentação, colchonetes e cobertores para atender as pessoas que ficarão temporariamente em abrigos disponibilizados pela prefeitura.

Lucro líquido de R$ 1,17 bilhão no 1T21, revertendo prejuízo

lucro líquido aos acionistas da Petrobras somou R$ 1,17 bilhão no primeiro trimestre, após prejuízo um ano antes. O resultado foi R$ 58,7 bilhões inferior ao quarto trimestre do ano passado, refletindo o impacto da variação cambial no resultado financeiro devido à desvalorização do real frente ao dólar e às reversões de impairment e dos gastos passados com o plano de saúde, ambos ocorridos no trimestre anterior.

receita líquida cresceu 14,2%, para R$ 86,17 bilhões, em base de comparação anual e foi 4,9% superior ao quarto trimestre, devido, principalmente, à valorização de 38% nos preços do Brent.

O lucro recorrente, que desconta dos resultados eventos que melhoraram ou pioraram o resultado da empresa e não devem se repetir em outros períodos, somou R$ 1,45 bilhão, impactado pelo efeito da depreciação do real sobre a dívida.

ebitda  – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – somou R$ 49,53 bilhões, após resultado negativo de R$ 29,682 bilhões no primeiro trimestre de 2020. Em termos ajustados – que excluem da conta participações em investimentos, reavaliações nos preços de ativos, resultados com desinvestimentos e realização dos resultados por venda de participação societária -, o ebitda aumentou 30,5%, para R$ 48,949 bilhões.

Informações Estadão

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