Petróleo fecha em alta com as expectativas de que a demanda irá superar a oferta

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Os preços dos contratos futuros de petróleo recuperam as perdas do início da manhã e fecharam o dia em alta, com as expectativas de que a demanda irá superar a oferta superando as preocupações com os efeitos da variante Delta sobre a demanda por combustíveis. Na semana, os ganhos foram mais robustos do que no mês.

“Mantemos nossa perspectiva otimista para o petróleo. A maior coisa que devemos temer agora é a realização de lucros de final de mês. Fora isso, a demanda por gasolina continua sólida, apesar dos preços elevados”, disse o analista sênior de mercado do The Price Futures Group, Phil Flynn.

Mesmo com o aumento dos casos de covid-19 nos Estados Unidos, na Ásia e em partes da Europa, especialistas acreditam que as taxas de vacinação mais altas limitariam a necessidade de restrições severas que destruíram a demanda como aconteceu durante o pico da pandemia no ano passado.

Os especialistas também apontam para uma rápida recuperação no consumo de gasolina e na produção industrial da India, após o aumento de infecções pelo novo coronavírus no início deste ano, como um sinal de que as economias estão mais resistentes à pandemia.

“A queda dos estoques norte-americanos deu um suporte ao mercado hoje, que chegaram a cair no início do dia, pressionados por um dólar mais forte”, disse o estrategista do ING, Warren Patterson.

Dados de ontem do Departamento de Energia dos Estados Unidos mostraram que as reservas de petróleo do país caíram em 4,1 milhões de barris na semana encerrada em 23 de julho. Analistas consultados pela Dow Jones esperavam uma baixa menor, de 2,2 milhões. Da mesma forma, os estoques de gasolina e derivados baixaram bem mais do que o esperado.

Com isso, o preço do contrato do petróleo WTI negociado na Nymex com entrega para setembro subiu 0,45%, cotado a US$ 73,95, o barril, acumulando ganho semanal de 2,61% e de 0,65% no mês.

Já o preço do contrato do Brent negociado na plataforma ICE, com entrega para setembro avançou 0,37%, cotado a US$ 76,33 o barril, acumulando alta de 3,01% na semana e de 1,60% no mês.

(Com informações da CNBC e CMA)

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