Rumo apresenta manifestação de interesse na ferrovia estadual do MT

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O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), anunciou o edital de chamamento público para a construção da ferrovia estadual que vai ligar a capital Cuiabá aos municípios de Rondonópolis, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

“Apresentamos hoje autorização de implantação de duas ferrovias partindo de Rondonópolis”, disse o governador. Segundo o secretário de Fazenda do Mato Grosso, Rogério Gallo, a Rumo (BOV:RAIL3) já apresentou manifestação de interesse no projeto.

O investimento estimado nos dois blocos de ferrovia é de R$ 12 bilhões, com exploração de 45 anos sob o regime privado, em que o Estado faz a chamada pública e as empresas se habilitam para participar da seleção para fazer os aportes por sua conta e risco.

O início da operação da ferrovia, segundo o governo, é em até 6 meses após licença ambiental de instalação e a conclusão do terminal de Cuiabá deve ser até o segundo semestre de 2025.

A Rumo pretende divulgar os resultados do 2T21 no dia 12 de agosto.

VISÃO DO MERCADO
Bradesco BBI
O Bradesco BBI afirma que o anúncio do governo do Mato Grosso sobre Lucas do Rio Verde é positivo para a Rumo, porque deve reduzir o interesse sobre a Ferrogrão, entre Mato Grosso e Pará; a legislação matogrossense estabelece que o estado pode autorizar a construção de uma nova ferrovia sem passar por um leilão –neste caso, o estado deveria verificar se outros investidores estariam interessados no projeto.
O banco acredita que a Rumo tem condições de apresentar o melhor projeto. O Bradesco estima que o projeto de R$ 12 bilhões poderia adicionar R$ 3 por ação RAIL3.
Bradesco BBI mantém de compra com preço-alvo de R$ 30,00…
Goldman Sachs 

O Goldman Sachs afirmou que a Rumo pode ser beneficiada caso o projeto da ferrovia ligando Rondonópolis a Cuiabá, mais o ramal até Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, com 730 km de extensão, seja feito sob um projeto em modelo de autorização, ao invés do modelo de concessão.

“Caso este projeto ocorra sob um modelo de autorização, acreditamos que poderia ser positivo para a Rumo, se for um projeto vencedor, dada a sua malha, que hoje começa em Rondonópolis, e se tornaria mais competitiva em relação à concorrência dos portos do norte”, diz o relatório.

O banco americano destaca que não incluiu em suas estimativas uma possível extensão da malha norte da Rumo até Lucas do Rio Verde, o que poderia adicionar 10% à avaliação.

O Goldman comentou uma reportagem de ontem na qual o governo do Mato Grosso anunciou a busca investidores para dois ramais ferroviários no Estado. O projeto teria um investimento de aproximadamente R$ 12 bilhões e uma extensão de 730 km, ligando Rondonópolis (onde está localizado o terminal de grãos da Rumo) a Cuiabá e Lucas do Rio Verde.

Segundo a notícia, este projeto seria executado por meio de um processo de autorização, ao invés de uma concessão.

A diferença entre autorização e concessão se dá pela natureza do ato. Regime de autorização é um ato administrativo por meio do qual a administração pública possibilita à empresa a realização de alguma atividade – no caso a ferroviária – ou a utilização de um bem público.
A autorização do poder concedente é um ato unilateral, discricionário, precário e ocorre sem licitação. Já uma concessão é um contrato entre a administração pública e uma empresa particular, pelo qual o governo transfere a execução de um serviço público, para que este o exerça mediante tarifa paga pelo usuário, em regime de monopólio ou não. O contrato se dá mediante prévia licitação, obrigatoriamente tem prazo determinado e preponderância do interesse público.
Goldman Sachs mantém recomendação de compra da ação com preço-alvo em R$ 23,50.
Itaú BBA

Na avaliação do Itaú BBA, é positivo que o projeto esteja caminhando. Mas o banco diz que o trecho de Cuiabá ainda não foi incluído em seu modelo, e requer maior análise. O banco estima um investimento de R$ 6,5 bilhões pelo trecho, o que adicionaria R$ 1,8 por ação RAIL3 em seu preço-alvo. O projeto integral incorporaria R$ 6 por ação RAIL3.

Itaú BBA mantém recomendação de compra com preço-alvo de R$ 27,00.

Rumo (RAIL3): lucro líquido de R$ 175 milhões no 1T21, revertendo prejuízo

Rumo, do conglomerado Cosan, registrou lucro líquido de R$ 175 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo prejuízo de R$ 274 milhões no mesmo período do ano passado, influenciado pelo crescimento de ebitda e pelas menores despesas financeiras decorrentes de ganho de MtM com derivativos, em razão do pagamento antecipado das Senior Notes 2024.

Segundo a companhia, o desempenho refletiu o crescimento da receita com aumento dos volumes transportados e das tarifas cobradas, além de menores despesas financeiras decorrentes de marcação a mercado de derivativos, com o pagamento antecipado de notas de dívida que vencem em 2024, o que gerou um efeito positivo de R$ 203,3 milhões.

receita operacional líquida do período foi de R$ 1,75 bilhão, 22,6% maior que o visto no mesmo período do ano anterior, em base anual, favorecida também pelo aumento de 5,9% das tarifa, em meio a reajustes de 20% do preço do combustível.

ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – subiu 44,2% e somou R$ 832 milhões. A margem Ebitda chegou a 47,7%, aumento de 7,1 pontos percentuais ano a ano.

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