Confira os Indicadores Econômicos desta segunda-feira (02/08/2021) - PMIs, Boletim Focus, Vendas no Varejo…

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Confira os principais indicadores econômicos de hoje, em destaque os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) revisaram a previsão do Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao final deste ano pela décima-sétima vez seguida, passando de 6,56% para 6,79%.

Brasil

  • IPC-S registrou avanço de 0,92% no fechamento de julho

O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) registrou avanço a 0,92% no fechamento de julho, após alta de 0,64% em junho e de 0,90% na terceira quadrissemana do mês. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador acumulou alta de 8,76% nos 12 meses até julho, maior que o avanço de 8,29% ocorrido nos 12 meses até junho.
O resultado mensal veio dentro da mediana da pesquisa Projeções Broadcast. O intervalo das apostas ia de 0,90% a 0,95%.

Das oito categorias de despesas que compõem o indicador, quatro registraram acréscimo na variação da terceira quadrissemana de julho para o fechamento do mês, com destaque para Habitação, que avançou de 1,77% para 2,09%. Em junho, a taxa havia sido de 0,89%. Nessa classe de despesa, a FGV destaca o comportamento da tarifa de eletricidade residencial, cuja variação passou de 6,28% para 7,80% na comparação quadrissemanal.

  • Boletim Focus: previsão de alta do IPCA em 2021 sobe de 6,56% para 6,79%

Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) revisaram a previsão do Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao final deste ano pela décima-sétima vez seguida, passando de 6,56% para 6,79%. Há um mês, a projeção era de +6,07%. Para 2022, a projeção subiu para 3,81% pela segunda semana seguida. Para os anos de 2023 a projeção foi mantida em 3,25% – pela quintagésima quinta semana consecutiva – e para 2024 se manteve em 3% pela primeira semana.

Ainda no âmbito do IPCA, a estimativa para os próximos 12 meses subiu pela décima-sétima vez seguida, passando de 6,67% para 6,88%, de 6,10% há um mês. É válido lembrar que as metas de inflação para 2021, 2022 e 2023 são de 3,75%, 3,50% e 3,25%, nesta ordem, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Na última reunião, o Copom elevou a taxa em 0,75 ponto, aos 4,25% ao ano. Assim, confirmou o aviso dado seis semanas antes, repetindo pela terceira vez a dose neste ciclo de subida iniciado em março. Para a próxima reunião, ficou indicado novo ajuste para cima de, no mínimo, 0,75 ponto.

  • Brasil teve superávit comercial de US$ 7,395 bilhões em julho

O Brasil teve superávit comercial de US$ 7,395 bilhões em julho, resultado de US$ 25,5 bilhões em exportações e de US$ 18,1 bilhões em importações – o que representa médias diárias de, respectivamente, US$ 1,2 bilhão e US$ 824,2 milhões -, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Economia. A corrente de comércio no período foi de US$ 43,7 bilhões.

Do início de janeiro até 31 de julho, a balança comercial brasileira teve saldo positivo de US$ 44,1 bilhões, ante superávit de US$ 29,9 bilhões no mesmo intervalo do ano anterior.

As exportações aumentaram 34,4% na mesma base de comparação, para US$ 161,4 bilhões, enquanto as importações subiram 30%, para US$ 117,3 bilhões. A corrente de comércio teve alta de 32,5%, para US$ 278,7 bilhões.

  • Indústrias brasileiras ampliaram o nível de estoques de bens finais em julho

As indústrias brasileiras ampliaram o nível de estoques de bens finais em julho para um recorde, diante do aumento da demanda, e o crescimento do setor chegou ao maior nível em cinco meses, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta segunda-feira.

Segundo a IHS Markit, o índice subiu em julho para 56,7, de 56,4 em junho, maior patamar em cinco meses e acima da média de longo prazo, com todas as três áreas monitoradas registrando crescimento.

Com o aumento da demanda no ritmo mais rápido em sete meses, os fabricantes de produtos se concentraram em recompor seus estoques, com o subíndice de estoque de bens finais aumentando pelo quarto mês consecutivo e no ritmo mais rápido em quinze anos e meio de história da pesquisa.

Esse movimento levou o mês de julho a marcar o terceiro aumento sucessivo na produção industrial, com a taxa de expansão na máxima dessa sequência. A melhora da demanda no mês ficou basicamente concentrada no mercado doméstico, já que as vendas internacionais aumentaram apenas ligeiramente.

Europa

  • Vendas no varejo da Alemanha subiram 6,2% em junho

As vendas no varejo da Alemanha subiram 6,2% em junho na comparação com o mesmo mês do ano anterior em termos reais – ou seja, descontando o efeito da inflação -, segundo dados do departamento de estatísticas do país. Em termos nominais, houve alta de 8,2%.

Na comparação de junho com maio, considerando ajustes para efeitos sazonais e de calendário, as vendas no varejo subiram 4,2% em termos reais e 4,6% em termos nominais.

O avanço em base mensal “deve-se provavelmente ao contínuo declínio da incidência do novo coronavírus em toda a Alemanha e, consequentemente, à flexibilização das restrições previstas pelo freio de emergência federal que vigorou até 30 de junho 2021”, de acordo com o departamento de estatísticas.

  • PMI industrial do Reino Unido caiu para 60,4 pontos em julho

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade industrial do Reino Unido caiu para 60,4 pontos em julho, após registrar 63,9 pontos em junho, de acordo com dados revisados do instituto de pesquisas IHS Markit.

A leitura preliminar mostrava dado idêntico. Leituras acima de 50 pontos sugerem expansão da atividade, enquanto valores menores apontam contração. Embora os fabricantes relatem mais um mês de crescimento sólido, escassez de insumos, transporte e mão-de-obra está sufocando muitos negócios.

“Por um lado, os fabricantes estão se beneficiando da reabertura das economias. Isso está levando a fluxos sólidos de novos trabalhos de ambos os mercados interno e externo, incluindo os Estados Unidos, a União Europeia (UE), a China e o Oriente Médio”, disse o diretor do IHS Markit, Rob Dobson.

  • PMI industrial da Alemanha avançou a 65,9 em julho

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da Alemanha avançou de 65,1 em junho a 65,9 em julho, na leitura final do dado, informou nesta segunda-feira a IHS Markit.

Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam 65,6. A consultoria afirma em relatório que o crescimento dos componentes de novas encomendas e emprego ampararam os ganhos, no segundo mês consecutivo de alta do índice no país.

  • PMI da indústria da zona do euro recuou a 62,8 na leitura final de julho

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da zona do euro recuou de 63,4 em junho a 62,8 na leitura final de julho, informou nesta segunda-feira (2) a IHS Markit. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam 62,6, após a leitura preliminar do dado ter sido justamente de 62,6.

A consultoria diz em relatório que, com a exceção da Alemanha, houve recuo em geral no PMI da indústria da região em julho.

Segundo a IHS Markit, o quadro mostra que o setor industrial e seus fornecedores enfrentam dificuldades para atender à demanda, o que tem elevado os preços.

Estados Unidos

  • Atividade industrial dos EUA medida ISM caiu para 59,5 pontos em julho

A atividade industrial dos Estados Unidos medida pelo índice do Instituto de Gerência e Oferta (ISM, na sigla em inglês) caiu para 59,5 pontos em julho, de 60,6 pontos em junho. Analistas previam 60,8 pontos. Números acima de 50 indicam expansão da atividade, enquanto números menores sugerem contração.

Entre os componentes do índice, o de novas encomendas recuou de 66,0 pontos para 64,9 pontos emprego teve alta de 49,9 pontos para 52,9 pontos. O componente de estoques teve queda de 51,1 pontos para 48,9 pontos e o de preços recuou de 92,1 para 85,7 pontos.

  • Gastos com construção nos Estados Unidos subiram 0,1% em junho na comparação com o mês anterior

Os gastos com construção nos Estados Unidos subiram 0,1% em junho na comparação com o mês anterior, totalizando US$ 1,552 trilhão, pela taxa anualizada, de acordo com dados divulgados pelo Departamento do Comércio. Analistas previam alta de 0,5%.

Na comparação com junho de 2020, quando foram estimados gastos de US$ 1,435 trilhão, houve aumento de 8,2%.

Os gastos com construções do setor privado, residenciais e não residenciais, avançaram 0,4% em maio ante abril, para US$ 1,215 trilhão. No setor público, os gastos recuaram 1,2%, para US$ 336,9 bilhões.

Àsia

  • PMI industrial medido pela Caixin recua para o menor patamar em 16 meses

Uma medida privada da atividade industrial da China em julho caiu para a mínima do pós-covid no momento em que fortes inundações, um ressurgimento das infecções pelo coronavírus e blecautes de energia em algumas cidades pesaram sobre a produção e sobre novos pedidos

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial medido pela Caixin Media caiu de 51,3 pontos em junho para 50,3 pontos em julho, de acordo com dados divulgados pela empresa em parceria com a Markit. A leitura de julho foi a menor dos últimos 16 meses, mas ainda ficou acima da marca de 50, que separa a expansão da contração.

O resultado aponta na mesma direção que o dado oficial do governo, que monitora grandes fábricas estatais de forma mais próxima. A leitura para julho foi de 50,4 versus 50,9 em junho, de acordo com dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas chinês. A pesquisa oficial tem uma amostra muito maior que a da Caixin.

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