Petróleo fecha em queda e instabilidade deve continuar

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Após oscilarem entre perdas e ganhos, os preços dos contratos futuros de petróleo terminaram o dia em leve baixa, na esteira dos apelos dos Estados Unidos para que outros grandes produtores elevem a oferta global da commodity.

“Este é um mercado com muito ruído e, como resultado, é provável que observemos um comportamento instável”, disse o analista da FX Empire, Christopher Lewis, chamando atenção também para o dólar. “É sempre bom lembrar que o dólar também tem um papel crucial, então vale prestar muita atenção aos ventos contrários da moeda que podem fazer parte dos mercados de petróleo também”, acrescentou.

Ontem, a Casa Branca instou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados a aumentar a produção de petróleo citando a disparada de preços da gasolina, considerada uma ameaça à recuperação econômica global.

Em julho, o grupo conhecido como Opep+ concordou em elevar a oferta mensal em 400.000 barris por dia (bpd), começando neste mês, até que o restante de seus cortes de 10 milhões de bpd, cerca de 10% da demanda mundial, feito em 2020, sejam eliminados.

Para o analista sênior de mercado do The Price Futures Group, Phil Flynn, o governo de Joe Biden está a pressão da aceleração da inflação com o aumento dos preços do petróleo e está tomando medidas desesperadas para desviar a culpa.

“O governo de Biden pediu à Opep para aumentar a produção, mas diz aos produtores norte-americanos para esperar. Esse é o tipo de política de energia tola que coloca a economia em risco. O governo de Biden não olha para a realidade no que diz respeito à transição energética que deseja implementar quer preços baixos para o gás e o petróleo, mas sua política faze de tudo para aumentar esses preços”, afirmou Flynn.

Em meio ao apelo dos Estados Unidos à Opep+ existem preocupações sobre o ritmo da recuperação da oferta global por combustíveis uma vez que os casos de covid-19 voltaram a crescer no mundo por conta da variante Delta do coronavírus.

A Agência Internacional de Energia (AIE) espera que a demanda global de petróleo diminua na segunda metade do ano devido ao avanço da variante Delta. No entanto, a oferta de commodity deve crescer à medida que a Opep retorna, aos poucos, sua produção.

De acordo com o relatório mensal, a AIE espera que a demanda global cresça 5,3 milhões de bpd em relação ao ano passado em 2021, com uma revisão de 100 mil bpd a menos em ante o mês passado. Ao todo, o apetite mundial por petróleo neste ano deve ser de 96,2 milhões de bpd.

O preço do contrato do petróleo WTI negociado na Nymex com entrega para setembro caiu 0,23%, cotado a US$ 69,09 o barril. Já o preço do contrato do Brent negociado na plataforma ICE, com entrega para outubro recuou 0,18%, cotado a US$ 71,31 o barril.

(Com informações do TC e CMA)

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