Engie tem interesse em formalizar adesão ao acordo de repactuação do risco hidrológico (GSF)

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A Engie divulgou que tem interesse em acatar a proposta da ANEEL para encerrar a disputa relacionada a repactuação do risco hidrológico (GSF) prorrogando a concessão de 11 usinas hidrelétricas por 2,4 anos em média.

O comunicado foi feito pela companhia (BOV:EGIE3) nesta quarta-feira (22).

Essa Resolução Homologatória complementa a REH 2.919/2021, publicada em 12 de agosto de 2021, que definiu os prazos para aquelas usinas que não repactuaram o risco hidrológico em 2015, além das usinas cotistas.

As usinas da Companhia que receberam o direito à prorrogação da concessão e os prazos de extensão atribuídos a elas: A Engie não possui ações judiciais vigentes sobre o tema, de forma que não há nenhum valor retido ou contingenciado em seu balanço e, consequentemente, nenhum valor a ser aportado na CCEE em decorrência desse iminente acordo.

Isso porque em 2015 a Engie desistiu de ação judicial ingressada com outros agentes de geração, de maneira a atender as condições precedentes necessárias para repactuação do risco hidrológico de suas usinas com contratos de energia no mercado regulado.

A diretoria executiva da Engie tempestivamente tomará as ações necessárias para formalizar seu interesse pela adesão ao acordo nas condições apresentadas pela resolução homologatória supracitada, caso sua análise interna demonstrar criação de valor, conforme já autorizado por seu Conselho de Administração em 15 de dezembro de 2020, inclusive a obtenção da anuência dos sócios nos ativos que participa por meio de consórcio.

VISÃO DO MERCADO

XP Investimentos

A XP ressalta que a discussão sobre a repactuação do risco hidrológico teve início diante de inúmeras ações judiciais ante o inconformismo das hidrelétricas, quando em meados de 2015, devido à redução dos reservatórios causada pela estiagem no País e o aumento no consumo de energia, o Governo despachou energia a partir das Usinas Termelétricas (fora da ordem de mérito), impedindo que as hidrelétricas vendessem energia, com a pretensão de poupar seus reservatórios.

O despacho de energia de Usinas Termelétricas gerou o aumento no custo da energia, criando uma dívida que seria, posteriormente, rateada entre o mercado de energia – geradoras, transmissoras e consumidores.

A XP aponta ver a notícia como positiva, pois como não há outorga associada a esta prorrogação. “Estimamos um aumento de R$ 2,5 bilhões no valor para o acionista, o que adicionaria R$ 3 poração ao nosso preço alvo, ou 8% do atual valor de mercado da Engie. Mantemos a nossa recomendação Neutra em Engie, com um preço-alvo de R$ 48 por ação”, ressaltam os analistas.

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