Dólar fecha em queda, e revés pode ser explicado pelos resultados positivos da indústria brasileira e leilão de swap cambial

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O dólar comercial fechou em R$ 5,3680, com queda de 1,48%. O revés da moeda norte-americana pode ser explicado pelos resultados positivos da indústria brasileira, o leilão de swap cambial extraordinária, que foi realizado ontem pelo Banco Central (BC), além da política de juros austera adotada pela instituição.

Para o head de tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, “o real, ao longo destes meses, estava bem resiliente enquanto a bolsa caía. Apesar de todas as incertezas fiscais, principalmente precatórios e Auxílio Brasil, ele se manteve no mesmo range de junho”.

Weigt acredita que três fatores fortalecem o real nesta sexta: valorização dos pares frente ao dólar, elevação da Selic (taxa básica de juros) e os leilões extraordinário de swap cambial para zerar o overhedge (quando os bancos fazem uma proteção exagerada do seu patrimônio que está em moeda estrangeira no exterior). “Acho que o dólar não tem mais força para subir por aqui, apesar das indefinições”, analisa Weigt.

Para o gerente de câmbio da Treviso, Reginaldo Galhardo, “hoje é o dia do ‘descanso’. Vemos uma melhora dos dados internos, com a indústria

proporcionando boas notícias”. Ele enfatiza que a inflação é um problema global: “Não é um privilégio apenas nosso”, defende.

O leilão de swap cambial, que ocorreu nesta quinta, tem influência nesta subida do real: “Foi algo muito bem visto, pois o mercado estava esperando por isso. O mercado viu que o Banco Central está acompanhando a movimentação e vai interferir caso seja necessário”, opina Galhardo.

O gerente da Treviso ainda disse que os problemas fiscais e políticos, a situação certamente irá melhorar: “Tudo está precificado no câmbio, com o risco embutido”, analisa.

Segundo o boletim matinal do Bradesco, “o dólar apresenta correção do movimento dos ganhos dos últimos dias”. A instituição constata que a alta inflacionária não atinge apenas o Brasil, mas é uma celeuma global: “As preocupações com a atividade e inflação global pesam sobre os negócios nesta manhã”.

No cenário doméstico, as preocupações com a inflação ganham cada vez mais corpo, com especialistas defendendo uma postura mais hawkish (austera) da política de juros do Comitê de Política Monetária (Copom). Já no âmbito fiscal, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios continua sem avançar, o que mantém o estouro do teto do orçamento como um risco real.

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