Petróleo fecha em alta após EUA negar uso de reservas estratégicas

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Os preços dos contratos futuros de petróleo reverteram as perdas vistas no início da manhã e terminaram o dia com mais de 1% de elevação, acompanhando o avanço do mercado de ações norte-americano, depois que legisladores chegaram a um acordo sobre o teto da dívida dos Estados Unidos, afastando a chance de um calote do governo no curto prazo.

O líder da maioria no Senado, o democrata Chuck Schumer, aceitou a proposta apresentada ontem pelo líder da minoria na casa, o republicano Mitch McConnell, para estender o teto da dívida até dezembro. A notícia alimentou a confiança dos investidores e a dispara do mercado de ações norte-americano, com os índices subindo mais de 1%.

Mais cedo, no entanto, os futuros operavam com perdas superiores a 1% pressionado pela combinação do aumento das reservas norte-americanas de petróleo e pela notícia publicada pelo Financial Times indicando que o governo dos Estados Unidos estaria considerando vender parte da reserva estratégica de petróleo do país para esfriar o aumento dos preços da gasolina.

Analistas apontaram ainda que os preços recuaram mais cedo influenciados pela Rússia, depois que o presidente do país, Vladimir Putin, disse ontem que Moscou está aumentando o fornecimento de gás para a Europa, inclusive via Ucrânia, em resposta à crise energética e está pronta para estabilizar o mercado em meio à alta nos preços. Tal movimento poderia ajudar a esfriar os preços recordes do gás.

“O mercado bastante durante o pregão, mas conseguiu se recuperar e saltar drasticamente. Esta foi uma condição um pouco de sobrevenda após um movimento massivo para cima, então é provável que continuemos avançando para o nível de US$ 80 no caso do WTI e de US$ 85 para o Brent”, disse o analista da FX Empire, Christopher Lewis.

Com isso, o preço do contrato do petróleo WTI negociado na Nymex com entrega para novembro subiu 1,12%, cotado a US$ 78,30 o barril. Já o preço do contrato do Brent negociado na plataforma ICE, com entrega para dezembro avançou 1,07%, cotado a US$ 81,95 o barril.

Informações Agência CMA

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