Rumo divulga guidance para ferrovia no MT, previsão é de capex entre R$ 9 milhões e R$ 11 milhões

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A Rumo divulgou projeções relativas à construção e exploração da ferrovia que conecta o terminal rodoferroviário de Rondonópolis a Cuiabá e a Lucas do Rio Verde, todos municípios de Mato Grosso.

O comunicado foi feito pela companhia (BOV:RAIL3) nesta terça-feira (05).

O capex previsto de 2023 a 2030 se encontra na faixa entre R$ 9 milhões e R$ 11 milhões. O volume total aproximado de grãos migrado de Rondonópolis para outros terminais até 2030 é de 16 milhões de toneladas, enquanto o volume potencial aproximado de toneladas adicionais de grãos no período é de 16 toneladas.

Mais cedo, o vice-presidente financeiro e diretor de relações com investidores da Rumo, Ricardo Lewin, disse que o início dos desembolsos do projeto será em 2023 e, durante dois anos, o primeiro terminal ainda não estará pronto.

“Até o projeto gerar receita, a partir de 2025, nossa alavancagem vai aumentar um pouco”, afirmou. Conforme o executivo, no pico a alavancagem vai aumentar em 0,4x a 0,6x em relação à linha de base da companhia.

VISÃO DO MERCADO

Credit Suisse

A Rumo prepara-se para um novo ciclo de crescimento de uma década com a expansão da rede ferroviária até Lucas do Rio Verde (MT). Segundo o Credit Suisse, trata-se de um projeto transformador para a Rumo, que aumenta muito sua competitividade no Estado e abre espaço para um novo ciclo de crescimento.

“Em nossa opinião, a Rumo oferece um ponto de entrada atraente para negociação com uma taxa de retorno (TIR) alavancada de 10,3% real e de 53% de alta para o nosso preço-alvo de R$ 26 por ação”, diz o relatório, que manteve a recomendação de compra.

No modelo do Credit, o projeto de extensão do VLT representa um aumento de até R$ 4,8 por ação, com potencial para outras vantagens.

Ainda segundo o banco, a principal informação nova na apresentação da Rumo, na opinião do banco, foi em relação ao tempo. A extensão poderia entrar em operação já em 2025 em um novo terminal a cerca de 200 km de Rondonópolis, que já representaria 52% do volume total estimado do projeto.

Os volumes permanecerão nos níveis de 50% até 2028 e 2029, quando os terminais Nova Mutum e LRV começarem a operar, quando os volumes deverão aumentar para 80% e 100%, respectivamente. “Isso é melhor do que nossa expectativa original de operações apenas começando em 2028. O início de três anos antes pode adicionar R$ 1,4 por ação que ainda não foi incorporado ao modelo”, diz.

Outra vantagem potencial na extensão do Lucas do Rio Verde diz respeito aos volumes. A Rumo estima que a extensão tem potencial para adicionar 18 milhões de toneladas de grãos adicionais até 2030.

“Na verdade, concordamos com essa estimativa, pois chegamos ao mesmo número em nosso próprio modelo de exportação de grãos MT. No entanto, acreditamos que esse potencial será limitado pela capacidade de receber esses volumes adicionais em Santos. Em nosso modelo de avaliação, assumimos 13,3 milhões de toneladas de volume líquido de novos grãos”, diz.

Se a Rumo de fato adicionar 18 milhões de toneladas, então poderia representar mais R$ 1,1 por ação e 0,3% TIR de alta em relação ao caso-base — usando as mesmas tarifas, que foram assumidas R$ 215 por tonelada tonelada em VLT, em comparação com um preço-teto competitivo de R$ 270 a tonelada.

Goldman Sachs 

2O Goldman Sachs afirmou que a extensão da Rede Norte da Rumo de Rondonópolis a Lucas do Rio Verde e Cuiabá, no Mato Grosso, não será precificada pelo mercado no curto prazo, isso devido ao longo período de retorno do investimento, com uma primeira contribuição no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) somente em 2025.

“De modo geral, embora não levemos em consideração essa extensão em nossos números no momento, com base nas expectativas da Rumo e em nossas estimativas preliminares, vemos um valor presente líquido potencial por ação de R$ 4 (24% do preço atual da ação), com uma taxa de retorno implícita real desalavancada de 16% e uma contribuição de Ebitda em 2030 de R$ 2,8 bilhões, o que representa cerca de 33% da projeção de Ebitda para a Rumo em 2030”, diz o relatório.

“Finalmente, embora nossas estimativas preliminares apontem para uma criação de valor potencial de 24% do valor de mercado atual, observamos para referência que essa criação de valor potencial seria totalmente compensada por um aumento de 1,4 ponto percentual na taxa livre de risco (enquanto as taxas de 10 anos no Brasil aumentaram cerca de 2 p.p. desde meados de julho)”, completa.

Goldman Sachs mantém a recomendação neutra e o preço-alvo em R$ 18,00…

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