Dólar fecha com alta, pressionado pela situação fiscal doméstica e tendo a PEC dos Precatórios como protagonista

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O dólar comercial fechou em R$ 5,5260, com alta de 0,49%. A moeda norte-americana foi fortemente pressionada pela situação fiscal doméstica, tendo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios como protagonista, mantendo uma situação de incertezas que se arrastam há meses.

Para a equipe de analistas da Ouro Preto Investimentos, “o fiscal não é resolvido e o Bolsonaro cria ainda mais incertezas com intenções populistas para 2022”. Caso o mercado tivesse a segurança que o rombo não seria maior que os R$ 90 bilhões, a situação seria diferente: “Qual vai ser a próxima classe a ser beneficiada?”, indaga a Ouro Preto.

Ainda de acordo com a Ouro Preto, o Brasil segue um movimento de descolamento dos outros emergentes: “É muito difícil o país aproveitar as boas ondas internacionais. Apesar das preocupações com a inflação global, já existe um movimento de recuperação, mas aqui ocorre o inverso”, enfatiza.

A Ouro Preto projeta que, pelo andar da carruagem, tal cenário deve perdurar até o período eleitoral do próximo ano: “Nem o aumento dos juros, que poderia ser um atrativo, está funcionando. Aqui o buraco é bem mais embaixo”, constata.

Para o chefe da mesa de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem, “existe uma euforia global com a possibilidade de aumento dos juros nos Estados Unidos”.

Nagem acredita, porém, que as questões domésticas continuam sendo um impeditivo: “Ainda estamos em uma crise política, com o presidente enfrentando enormes dificuldades para encontrar um partido político”, pondera.

Estas indefinições fiscais, diz Nagem, geram incertezas, principalmente nos investidores estrangeiros. “O câmbio é imprevisível, e o único consenso é que, independente das medidas, o governo está buscando dinheiro”, salienta.

De acordo com o head de tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, “o real tem se valorizado nas últimas semanas, apesar da discussão dos Precatórios. O prêmio já foi colocado, e o real ainda é a mais moeda mais desvalorizada na comparação com os seus pares”.

Weigt vê com bons olhos as objeções do Senado quanto aos Precatórios: “A discussão sobre o aumento para os servidores públicos é péssima, mas o Senado não está propenso a isso, sendo mais austero que a Câmara”, diz otimista.

Data Compra Venda Variação Variação
03/11/2021  5,5887 5,5897 -1,416% -0,0803
05/11/2021 5,5222 5,5227 -1,488% -0,0834
08/11/2021 5,54 5,541 0,331% 0,0183
09/11/2021 5,4943 5,4948 -0,834% -0,0462
10/11/2021 5,4996 5,5001 0,097% 0,0053
11/11/2021 5,4037 5,4042 -1,744% -0,0959
12/11/2021 5,4564 5,4569 0,975% 0,0527
16/11/2021 5,4992 5,4997 0,784% 0,0428
17/11/2021 5,5237 5,5242 0,446% 0,0245

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