Embraer: OGMA assina novo contrato com Pratt & Whitney e exigirá investimentos de 80 milhões de euros

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A OGMA, uma empresa do Grupo Embraer, assinou um novo contrato com a Pratt & Whitney que reforça a colaboração entre as duas empresas, iniciada há um ano. Este acordo garante que Portugal assegurará a manutenção do motor PW1900G das aeronaves Embraer E190-E2 e E195-E2 e exigirá investimentos de 80 milhões de euros da OGMA.

O comunicado foi feito pela companhia (BOV:EMBR3) nesta sexta-feira (19).

“A OGMA investe um total de 80 milhões de euros nesta colaboração, principalmente nos primeiros quatro anos do projeto, numa etapa estratégica que permitirá à empresa alargar o seu âmbito de atividade na área da manutenção de motores, captar novos negócios nas próximas décadas e triplicar o volume de negócios, atingindo os 600 milhões de euros por ano. Durante o período de 30 anos da vigência do contrato entre a OGMA e a P&W, prevê um volume de negócios superior a 13 mil milhões de euros”, informa a Embraer em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No documento, a empresa lembra que em novembro de 2020, a OGMA foi anunciada como um centro de manutenção autorizado para a Pratt & Whitney, um dos maiores fabricantes mundiais de motores aeronáuticos. Na ocasião, foi formalizado um acordo que permitiu à empresa portuguesa desenvolver competência para assegurar a manutenção do motor Pratt & Whitney GTF™ PW1100G-JM. Este ano, essa capacidade passa a incluir o motor PW1900G.

“Este foi o culminar de um projeto desenvolvido pela OGMA, com o apoio da Embraer, que permitiu à empresa expandir o seu âmbito de atividade na área da manutenção de motores, marcando a entrada da área de manutenção, reparação e revisão da Pratt & Whitney em Portugal”, destaca a empresa.

Conforme a fabricante brasileira, ao longo do projeto, com um maior impacto entre 2022 e 2023, espera-se a criação de cerca de 300 empregos diretos altamente qualificados. Com este novo contrato, a partir de 2027, é prevista a criação de cerca de mais 200 postos de trabalho.

Para Alexandre Solis, CEO da OGMA, “este reforço da colaboração com a Pratt & Whitney é o reconhecimento de uma colaboração iniciada há um ano entre duas empresas que procuram

a excelência e qualidade nos seus produtos”.

“Estamos satisfeitos por ver o papel da OGMA como membro da nossa rede GTF MRO expandir-se para englobar o PW1900G”, afirma Marc Meredith, diretor executivo do GTF

Engine Aftermarket na Pratt & Whitney.

“Adicionar a capacidade de manutenção dos motores PW1900G é um passo importante para a consolidação da OGMA como centro de serviço de referência para motores GTF para operadores de E-Jets E2, além de representar um reforço da estratégia de diversificação de negócios da Embraer em Portugal, contribuindo para a satisfação dos nossos clientes e para gerar novas receitas nos próximos anos”, disse em nota Johann Bordais, Presidente e CEO da Embraer Services & Support.

Embraer (EMBR3): prejuízo líquido de R$ 234,2 milhões, queda de 64%

A Embraer encerrou o terceiro trimestre de 2021 com prejuízo líquido de R$ 234,2 milhões, uma queda de 64% frente às perdas verificadas um ano antes, na esteira da melhora de desempenho operacional em todas as unidades de negócio.

receita líquida somou R$ 5,010 bilhões no trimestre, alta de 22,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando lucrou R$ 4,0905 bilhões.

A companhia destacou que o crescimento de dois dígitos da receita ocorreu em todos os segmentos de negócio. “Esse resultado financeiro é decorrente da entrega de nove aeronaves comerciais e 21 executivas nos meses de julho, agosto e setembro, mais adiantamentos de clientes que assinaram contratos de compras de aeronaves no período”, apontou a companhia.

Ebitda – juros, impostos, depreciação e amortização – alcançou R$ 380,7 milhões no período, ante R$ 1 milhão um ano antes. No critério ajustado, o indicador marcou R$ 410,7 milhões. Com isso, a margem Ebitda ajustada no terceiro trimestre foi de 8,2%, ante margem negativa de 1% em igual intervalo de 2020.

Em relação à dívida líquida, a companhia informou que houve um recuo de 26,4%, a R$ 9,810 bilhões. A companhia ainda modificou projeções de fluxo de caixa.

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