Natura estuda transferir ações da B3 para NYSE

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Natura, o quarto maior grupo de beleza do mundo, com operações em mais de 100 países, está estudando uma recomendação para uma potencial migração de sua listagem primária para a New York Stock Exchange (NYSE), com a manutenção da dupla listagem por meio do patrocínio de um programa de BDR listado na B3.

O comunicado foi feito pela empresa (BOV:NTCO3) nesta sexta-feira (12).

O Grupo tem orgulho de sua herança e origem brasileira, e agora obtém mais de 70% de sua receita fora do Brasil após as aquisições do Aesop em 2013, da The Body Shop em 2017 e da Avon em 2020, além de seu crescimento orgânico na América Latina, fora do Brasil, na última década.

Após a recente reestruturação de capital bem-sucedida, que acreditamos posicionar o Grupo para obter o grau de investimento em um futuro próximo, a potencial reorganização societária seria uma nova etapa do planejamento estratégico do Grupo para continuar a acessar os mercados e investidores globais, enquanto permanecemos comprometidos com os mercados em que operamos por meio de nossas Unidades de Negócios e Afiliadas. Estas permanecerão sediadas em suas jurisdições existentes.

Para viabilizar o processo, a Natura está considerando a criação de uma nova companhia holding do Grupo, a ser domiciliada preferencialmente no Reino Unido, onde o Grupo já possui uma presença relevante e onde a The Body Shop e a Avon estão sediadas.

A Natura Cosméticos vai continuar a ser sediada e domiciliada no Brasil e a Aesop na Austrália.

O objetivo da mudança da listagem primária para os Estados Unidos seria: permitir à Natura &Co aumentar sua visibilidade e alcance, e amplificar sua agenda de sustentabilidade “Compromisso com a Vida 2030”; aumentar o acesso a investidores globais e diversificar ainda mais sua base acionária, mantendo ao mesmo tempo uma dupla listagem via BDRs listados na B3; expandir a cobertura por analistas de mercado; melhorar a liquidez de suas ações e acessar novas fontes de financiamento; e melhor alinhar sua estrutura corporativa e de capital à presença operacional global.

A proposta em estudo contempla que a base acionária da Companhia migraria para uma nova companhia holding, por meio de uma reestruturação societária internacional.

A Companhia pretende manter a estrutura de acionária de “uma ação, um voto”. Não há garantia de que o Conselho de Administração irá submeter uma proposta de reestruturação societária para os acionistas da Companhia, quando os estudos estiverem concluídos.

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