Copasa eleva provisão de processo trabalhista de R$ 33,5 milhões para R$ 217 milhões

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A Copasa (BOV:CSMG3) que desde 2008 está envolvida em um processo trabalhista movido pelo principal sindicato dos trabalhadores da empresa, acaba de anunciar que pode gastar, em indenizações, uma bolada bem maior do que imaginava.

A empresa já considerava que essa batalha era uma “perda provável”. Mas, até então, o dinheiro que havia separado para as despesas, antes mesmo de qualquer sentença definitiva na Justiça, era de R$ 33,5 milhões.

A condenação ainda não saiu, mas a empresa entendeu, com base nas mais recentes decisões do poder Judiciário, que o golpe pode doer bem mais. Pelas novas contas da companhia, divulgadas em fato relevante publicado na noite desta segunda-feira, dia 27, agora a perda poderá ser de R$ 217 milhões, valor 6,47 vezes maior que o anterior.

A companhia foi parar na Justiça em razão de uma norma interna que previa que os contratos de trabalho poderiam ser extintos quando o trabalhador completasse 58 anos.

Em 2008, o Sindágua-MG, sindicato dos trabalhadores do setor de purificação e distribuição de água e de serviços de esgoto do estado de Minas Gerais, pôs a empresa no banco dos réus por entender que a norma era discriminatória.

O caso chegou a ser apreciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que em 2019 emitiu uma decisão favorável à empresa. Em setembro deste ano, porém, a suprema corte reviu a decisão. Com isso, voltou a prevelacer o que havia sido definido pelo Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG).

Copasa (CSMG3): lucro líquido de R$ 16,3 milhões, queda de 93%

Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) registrou lucro líquido de R$ 16,3 milhões no terceiro trimestre deste ano, uma queda de 93% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a Copasa, o resultado foi impactado pelas provisões realizadas em decorrência das devoluções determinadas pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG).

“Em 2021”, explica a empresa, “a Arsae-MG instaurou o Processo Administrativo para apurar possíveis inconsistências quanto à sistemática adotada pela Copasa para cálculo de valor faturado, em mês posterior ao faturamento pela média, no período de janeiro a julho de 2020”.

receita líquida da companhia cresceu 11%, para R$ 1,5 bilhão entre julho e setembro. O segmento de água, esgoto e resíduos sólidos somou R$ 1,3 bilhão, alta de 2,5%, excluídas as receitas de construção.

Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – da companhia ficou em R$ 237 milhões no terceiro trimestre, recuo de 54,9% em relação a um ano antes. Já a margem Ebitda teve queda de 21,5 pontos percentuais, para 17,5%. O Ebtida ajustado ficou em R$ 471,898 milhões, uma queda de 10,2% em relação aos R$ 525,699 milhões aferidos no terceiro trimestre de 2020. A margem Ebitda ajustado caiu 4,2 pontos percentuais, de 39,0% para 34,8%, sempre na comparação entre o terceiro trimestre de 2020 e o terceiro trimestre de 2021.

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