Ouro fecha em queda, com preocupações sobre inflação e aperto monetário no radar

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O contrato futuro de ouro mais líquido fechou em queda nesta terça-feira, 10, à medida que investidores se desfizeram do metal precioso para compensar as perdas recentes nos demais mercados. Preocupações sobre inflação e aperto monetário trouxeram volatilidade aos negócios nos últimos dias.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para junho encerrou a sessão em baixa de 0,95%, a US$ 1.841,00 a onça-troy.

Considerado reserva de segurança, o ouro não tem conseguido se beneficiar da aversão ao risco que castigou os mercados acionários desde a última sexta-feira. “Atribuímos isso em primeiro lugar à venda forçada em uma tentativa de compensar perdas em outros lugares”, explica o Commerzbank.

Sob pano de fundo desse movimento, as expectativas por uma postura mais firme do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) no combate à inflação provocam incertezas nas mesas de operações.

Hoje, a presidente da distrital do Fed em Cleveland, Loretta Mester, não quis descartar uma alta de 75 pontos-base nos juros em uma das reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês). Já o líder da distrital de Richmond, Thomas Barkin, e o diretor Christopher Waller comentaram que o aperto monetário não necessariamente causará uma recessão.

Para o analista Edward Moya, da Oanda, o ouro está vulnerável à escalada dos juros dos Treasuries. “Neste momento, as perspectivas para a política do Fed sugerem que os rendimentos crescentes tornarão este um ambiente difícil para o ouro, que não rende juros”, avalia.

Informações Estado

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