Petrobras: novo grupo que vai comandar companhia tem proximidade com a área econômica e Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro

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A aguardada lista com os nomes indicados pelo governo para o Conselho de Administração da Petrobras, publicada na noite desta quinta-feira, confirmou alguns nomes que vinham sendo especulados e algumas surpresas, como a indicação do presidente do Serpro, Gileno Gurjão Barreto, advogado com MBA em administração de empresas, para a presidência do Conselho. Em comum, o novo grupo que vai comandar a maior empresa do País tem a proximidade com a área econômica e da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro.

O secretário de Desburocratização do Ministério da Economia, Caio Paes de Andrade, foi confirmado para o lugar do presidente demissionário, José Mauro Coelho. O executivo é o único cujo nome já está sendo analisado pelos órgãos de elegibilidade da Petrobras. Os outros ainda terão que ser avaliados.

Outra surpresa foi a indicação de Ricardo Soriano de Alencar, procurador-geral da Fazenda Nacional. Alencar é Bacharel em Direito (UnB) e também membro do Conselho de Administração da Terracap.

O ministério enviou 10 nomes, e apenas quatro membros dos que haviam sido destituídos junto com a demissão de Coelho foram mantidos: Ruy Flaks Schneider e Márcio Weber, indicados pela União; e os representantes dos acionistas minoritários José João Abdala Filho e Marcelo Gasparino da Silva.

Ainda não está claro o motivo do envio pelo governo dos membros dos acionistas minoritários. Segundo um dos atuais conselheiros, que pediu anonimato, a repetição dos nomes deve ser uma obrigação legal, para que sejam votados novamente, já que foram destituídos.

Foram confirmados os nomes do atual presidente da Companhia Energética de Brasília (CEB), o advogado Edison Garcia; da presidente do conselho de administração do Banco do Brasil, Iêda Cagni; e de Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, secretário executivo da Casa Civil, que acompanhou de perto a negociação do reajuste dos combustíveis e é considerado o número dois do ministro-chefe da pasta, Ciro Nogueira. Esses tiveram seus nomes vazados nos últimos dias. Francisco Petros e Marcelo Mesquita, que não foram eleitos por voto múltiplo, continuam no Conselho.

Ao todo o Conselho de Administração da Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4) tem 11 membros. Na última assembleia de acionistas, perdeu uma cadeira para os acionistas minoritários e passou a ter seis assentos. Os minoritários, por sua vez, subiram de três para quatro membros. Um dos lugares é reservado para a representante dos empregados, que também se manteve no cargo, Rosângela Buzanelli.

Na assembleia que terá que ser convocada para a eleição dos novos membros, o governo pode ou não aumentar seu espaço no comando da companhia, segundo outro conselheiro consultado pelo Broadcast. Ele se disse confuso pela indicação dos dez nomes, quando eram esperados oito, mas não soube informar o motivo.

A lista faz parte de uma etapa necessária para que o governo consiga trocar o comando da companhia. A partir de agora, toda a documentação dos indicados ao conselho será analisada pelos órgãos de elegibilidade da Petrobras, o que deve levar cerca de 20 dias. Depois disso, os nomes também precisam ser aprovados em assembleia de acionistas, que precisa de um período de 30 dias desde a publicação do edital de convocação dos acionistas. Todo o processo ainda deverá levar cerca de 60 dias, segundo fontes.

Informações Broadcast

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